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Mecânico agredido por militar em Lagoa da Prata está em estado vegetativo, diz familiares

09/01/2018
Caso aconteceu em novembro de 2017, quando a PM pediu que clientes de um bar tirassem mesas e cadeiras de uma rotatória. Uma campanha na internet busca levantar recursos para ajudar vítima de 44 anos.

G1


Campanha na internet tem objetivo de ajudar no tratamento de Tekinho (Foto: Reprodução) 

O mecânico Anderson Alves da Silva, de 44 anos, que foi agredido por um policial militar em novembro de 2017, está internado no hospital em estado vegetativo, segundo os familiares. Para ajudar nos cuidados, eles realizam uma campanha para arrecadar dinheiro. Polícias civil e militar investigam o caso.
No dia 27 de novembro, a Polícia Militar (PM) registrou um boletim de ocorrência informando que, ao intervir para que clientes de um bar tirassem mesas e cadeiras de uma rotatória no Centro da cidade, o mecânico teria tentado tirar a arma que estava com um dos militares, que reagiu e atingiu Anderson no rosto. Na sequência, o morador caiu no chão já desacordado.
Na época, um vídeo mostrando o momento em que o mecânico é atingido pelo policial foi divulgado na internet. 

No dia da agressão

Segundo a família, após a agressão, Anderson ficou 23 minutos com parada cardiorrespiratória, sem receber atendimento médico.
"Os amigos tentaram socorrê-lo, mas ficaram acuados pelos militares, que estavam no local que fica a um quarteirão do Pronto Atendimento. Essa demora foi o que provocou essa sequela que o deixou em estado vegetativo", disse Carla Oliveira, prima da vítima.
Ainda de acordo com Carla, Tekinho, como o mecânico é conhecido em Lagoa da Prata, está internado no Centro de Terapia Semi Intensiva do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e não reage aos estímulos dos médicos.
"Ele já conseguiu ficar 18 horas sem os aparelhos que o ajudam a respirar, mas regrediu e agora fica no máximo 12 horas. Ele está em estado vegetativo, mas os médicos não sabem dizer se é permanente ou temporária essa condição", contou a prima.
Para que Anderson tenha alta hospitalar, ele precisa ficar pelo menos 48 horas estável sem o respirador artificial. Carla conta que ele abre os olhos, mas não tem reação. Os médicos dizem que ele pode receber alta e ser levado para a casa quando conseguir respirar sem os aparelhos.
"Pelo fato de ter ficado muito tempo sem socorro, foi um milagre ele ter sobrevivido. A Polícia Militar em nenhum momento procurou a família para nada, nem para um pedido de desculpa", destacou Carla.

Campanha

Já pensando na possibilidade de levar Tekinho para a casa, familiares e amigos se uniram em uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário na adaptação de um cômodo da casa dele. A mobilização foi aberta na internet (confira aqui).
Quem está à frente da campanha é Gleisson Henrique Brandão. Ele conta que a casa onde Anderson mora é simples e não comporta receber uma pessoa acamada. A oficina onde a vítima trabalhava fica nos fundos do imóvel e a intenção é transformar o local em um quarto hospitalar.
"Vamos ter que reformar, adquirir cama hospitalar, ar condicionado, adaptar o banheiro e a entrada do imóvel para dar mais condições de vida para ele", disse Gleisson.
Gleisson ainda conta que a namorada de Anderson deixou o emprego e, desde o ocorrido, fica em Belo Horizonte para poder acompanhá-lo.
"A gente precisa ajudá-la com transporte e alimentação. Às vezes, ela volta a Lagoa da Prata, faz uma faxina e volta para Belo Horizonte com o dinheiro para se manter enquanto isso", explicou.

Investigação

Segundo a assessoria de comunicação do batalhão da Polícia Militar em Bom Despacho, o inquérito policial militar deve ser finalizado até o fim de janeiro e enviado para a Justiça Militar Estadual, que vai julgar o caso.

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