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Samu tem 1,3 mil trotes ao mês na Baixada Santista

13/12/2017
 Dos cerca de 5 mil chamados em Santos, 26% são falsos. Atendentes conseguem triar a maioria, mas 280 saídas são desperdiçadas

Com A Tribuna
Central de atendimento que fica em Santos atende chamados de Guarujá e Bertioga (Foto: Alberto Marques/AT)

Ao menos, 280 vezes por mês, uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) percorre, sem necessidade, as ruas de Santos para atender a uma ocorrência. Apesar de todo o cuidado dos atendentes, as equipes ainda são vítimas de trotes que custam dinheiro e podem
colocar pessoas em risco.

A central de atendimento, que fica em Santos, mas também responde pela demanda de chamados em Guarujá e Bertioga, recebe cerca de cinco mil ligações por mês. Desse total, 1.300 (26%) são trotes.

Mais da metade das tentativas de enganar os atendentes do Samu acaba barrada. Quando isso não acontece, as equipes desperdiçam combustível e tempo, que poderia estar sendo direcionado para quem realmente precisado serviço.

“Nós já nos deparamos com chamado falso, em que deslocamos uma unidade avançada, uma unidade básica e o Cobom. São três recursos significativos, que têm um impacto financeiro. Profissionais capacitados chegaram ao local e não tinha nada”, lamenta o chefe de seção, o
enfermeiro José Barbosa da Silva. Em outras situações, não havia necessidade real de o Samu atender aosuposto paciente. “A gente chegou ao local, a pessoa estava deitada na calçada. Quando viu a ambulância, saiu correndo em disparada”, lembra o enfermeiro Luiz Carlos dos Santos.

Triagem

Cometer um trote após as três etapas de triagem não é fácil. Primeiro, o solicitante tem de passar por técnicos treinados para fazer uma primeira avaliação e colher dados pessoais, como nome e endereço, além de saber qual é o motivo da ligação.

Depois, o solicitante é direcionado para médicos que vão mensurar que tipo de atendimento deve ser feito, se básico ou avançado com a utilização de uma unidade de terapia intensiva (UTI) móvel.

Segundo eles, o chamado de crianças e adolescentes precisam de um cuidado maior, porque 90% deles são trotes. “Uma das táticas é concluir a solicitação e retornar o chamado de imediato”, revela Silva. “Isso tudo não demora mais de 50 segundos, um minuto”, completa ele. Outra tática é usar as câmeras de monitoramento disponíveis em Santos para localizar um acidente, por exemplo.


Samu alerta que os trotes desviam as equipes de quem precisa de ajuda
 (Foto: Alberto Marques/AT)

Mais rapidez

Desde a última sexta-feira, o Samu de Santos passou a contar com 22 ambulâncias, o que diminui o tempo de espera dos solicitantes. “Agora, a demora deve ser, em média, de dez a 12 minutos. Para casos mais graves, a espera será de quatro a cinco minutos”, prevê Silva. Antes, o serviço chegou a trabalhar com “menos de 15” veículos, diz Barbosa. “Tivemos casos em que demoramos de duas a quatro horas”, admite.

Reforço

Até o fim do ano, uma motolância deve fazer parte do atendimento a vítimas graves de acidentes. “Nesse caso, queremos chegar em três ou quatro minutos”, afirma Silva. Ele diz que outras duas motocicletas devem ser adquiridas, mas ainda não há previsão para que isso aconteça. A Central de Atendimento do Samu de Santos fica no bairro da Encruzilhada, mas os veículos de emergência partem de dez bases diferentes espalhadas pela Cidade para atender as ocorrências.

Os pedidos de socorro médico devem ser feitos pelo telefone 192.


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Samu tem 1,3 mil trotes ao mês na Baixada Santista Reviewed by DestakNews Brasil on 22:41 Rating: 5
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