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‘Não tenho arrependimento’, diz cunhado de Ana Hickmann

21/10/2017

Gustavo Correa só saberá em dezembro se irá a júri popular por ter matado fã da apresentadora

Com O Tempo

 

Correa diz que ficou triste por tirar uma vida, mas que voltaria a agir da mesma forma

Após a primeira audiência do processo que vai decidir se o cunhado de Ana Hickmann, Gustavo Henrique Bello Correa, vai ou não a júri popular por ter matado um suposto fã da apresentadora, ele disse ontem à imprensa que não se arrepende de ter atirado em Rodrigo Augusto de Pádua, 30. “Eu não tive opção, então, quando a gente não tem opção, a gente tem que fazer tudo igual. Eu não tenho como ter arrependimento, porque a gente não pode se arrepender daquilo que não teve opção. Não foi uma briga de bar, eu não estava dirigindo alcoolizado. Ou eu faria, ou não estaria aqui”, defendeu-se Correa.

A sessão aconteceu no Fórum Lafayette, no Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deve sair apenas no dia 18 de dezembro. O crime ocorreu em maio do ano passado, em um hotel no Belvedere, na região Centro-Sul da capital, depois que Pádua invadiu o local com o intuito de matar Ana. Ele chegou a disparar duas vezes na direção dela, mas as balas atingiram a cunhada da apresentadora e mulher de Correa, Giovana de Oliveira.

Otimista. Ana Hickmann também esteve no Fórum Lafayette. Ela acredita que o cunhado será absolvido. “Estamos confiantes, porque sabemos o que aconteceu. Eu, Gustavo e Giovana somos as vítimas”, declarou. “Se não fosse o Gustavo, hoje seriam três óbitos. Ele é e sempre será um herói para mim”, completou.

A apresentadora chegou ao fórum acompanhada do réu e de sua concunhada e assessora, Giovana de Oliveira, e classificou como injustiça a acusação de homicídio doloso feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). “O que está acontecendo aqui, na minha opinião como cidadã, é uma tremenda injustiça. Como uma pessoa de bem, eu acredito na Justiça, que vai acabar logo esse tormento, que já vem machucando a nossa família há mais de um ano”, afirmou ela.

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Sobre o estado emocional do réu, Ana afirmou que Correa está “como toda a família: indignado, triste, mas, ao mesmo tempo, confiante”. Ela completou que considera Gustavo seu irmão e voltou a dizer que acredita na Justiça.
Agradecimento. Antes de entrar para a audiência, Ana agradeceu o apoio dos fãs. “As pessoas têm mostrado muito carinho desde o dia do ocorrido. É muito bonito de ver”, afirmou.


Ana Hickmann chegou otimista ao Fórum Lafayette e disse seria morta pelo fã se não fosse a intervenção do cunhado

Promotor mantém tese de homicídio

Responsável pela denúncia de homicídio, o promotor Francisco de Assis Santiago, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), reafirmou, após a audiência, que não acredita que Gustavo Correa agiu em legítima defesa. “A audiência não me convenceu do contrário. Eu tenho uma convicção e já expressei na denúncia”, reiterou. Já o advogado de Correa, Fernando José da Costa, criticou o promotor e manteve o argumento de legítima defesa.

“Ele (Correa) lutou desesperadamente pela sua vida e de seus familiares. Querer que ele (Correa), em fração de segundos, apertando o gatilho junto com a mão do psicopata, desfira um disparo, e não três, é querer o impossível”, afirmou. Para o defensor, “faltaram ao Ministério Público, sensibilidade e senso de justiça”.

Após as investigações, a a Polícia Civil entendeu que houve legítima defesa porque Gustavo Correa disparou após dez minutos de luta, sem que Rodrigo de Pádua tivesse demonstrado sinais de desistência ou submissão.

Já o MPMG entendeu que ele excedeu a legítima defesa e pediu que Correa seja julgado por homicídio doloso, porque Pádua morreu depois de levar três tiros na nuca.

Testemunhas. Na audiência de ontem foram ouvidas três testemunhas: Ana, um cabeleireiro da apresentadora e a mãe de Correa. Na próxima audiência, serão interrogados um irmão de Pádua, um segurança do hotel e um perito contratado pela família de Correa.

O perito do Instituto de Criminalística de Minas Gerais, que está listado entre as testemunhas, preferiu responder às perguntas por escrito.


Relembre

O caso. Em 21 de maio de 2016, Rodrigo Pádua invadiu o hotel onde Ana Hickmann estava, atirou contra ela, feriu sua assessora, foi rendido pelo cunhado da apresentadora, Gustavo Correa, e morreu com três tiros na nuca.

Investigações. Ao fim das investigações, a Polícia Civil apontou legítima defesa e pediu o arquivamento do caso. O MPMG entendeu que houve excesso e fez a denúncia por homicídio.


 

‘Não tenho arrependimento’, diz cunhado de Ana Hickmann Reviewed by DestakNews Brasil on 11:31 Rating: 5
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