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Mensalidade escolar vai subir de 4% a 8% no ano que vem

05/10/2017

Queda na inflação garante reajuste menor que o do ano passado, que variou entre 11% e 14%

Com O Tempo

As mensalidades escolares vão subir menos neste ano, mas os pais não vão escapar do reajuste, que deve ficar entre 4% e 8% em Minas Gerais. “Essa é uma estimativa, mas não deve ser muito diferente disso”, antecipa o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Emiro Barbini. O índice deve ser definido nesta quinta-feira (5), mas ele é apenas um parâmetro – cada escola tem liberdade para corrigir os preços de acordo com seus gastos.
Na virada de 2016 para 2017, as mensalidades subiram entre 11% e 14%, quase o dobro do índice previsto para 2018. “Agora será possível aumentar menos porque a inflação também subiu menos e a taxa de inadimplência, que estava entre 12% e 35% no ano passado, caiu para 8% a 15%”, justifica Barbini.
O INPC, que é um dos itens presentes na composição do reajuste, está acumulado em 1,72%, nos últimos 12 meses terminados em agosto. No mesmo período do ano passado, estava em 9,62%.

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Embora o índice que serve de base ainda não tenha sido oficialmente anunciado, muitos pais já estão recebendo os comunicados das escolas. Em conversa com um grupo de mães no Facebook, os reajustes informados variaram de 4,5% a 17%. “O aumento foi de 10%, igual ao do ano passado. Entretanto, meu salário teve reajuste de 6,58%. Para conseguir manter nossa filha na escola, precisamos fazer uma série de ajustes no orçamento”, conta a assistente jurídica Gabriella Henriques, mãe de Cecília, 4.
Para equilibrar os gastos, Gabriella vai aproveitar uma oportunidade dada pela escola. “Quando a gente antecipa o pagamento da matrícula, temos desconto de 50%”, conta.
Descontos e parcelamentos fazem parte de estratégias adotadas pelas instituições para ajudar a minimizar os impactos do reajuste. “Para quem renova a matrícula até outubro, damos o desconto de 7%. E também, em todo fim de ano, negociamos a inadimplência. É um esforço que fazemos para não apertar as famílias”, afirma o diretor da rede Batista, Valseni Braga.
A microempresária Larissa Costa, mãe de Júlia, 3, vai dividir a matrícula. “A escola fez uma reunião em setembro, mostrou a planilha e disse que o reajuste poderia ser de até 12%, mas aplicou 8%. Se fosse me perguntar quanto deveria subir, eu ia querer que fosse nada. Mas eu entendo que escola também tem custo. Vou parcelar a matrícula”, diz.
Readequação
“A escola subiu 10%, mas meu salário subiu 6,58%, ou seja, o aumento da mensalidade não acompanha a renda familiar. Para manter nossa filha na escola, vamos fazendo ajustes no orçamento. A escola dá desconto para quem paga a matrícula antes. E eu vou aproveitar.”
Gabriella Henriques
Assistente jurídica
Mãe de Cecília, 4

 

Escolas têm passe livre para reajustar

Não existe uma legislação para limitar o reajuste das mensalidades, que é baseado em custos particulares de cada instituição, além da inflação. O que a lei determina é que as escolas enviem, com no mínimo 45 dias de antecedência, o preço que pretendem cobrar. Essa é uma forma de dar aos pais a alternativa para avaliar as despesas e decidir se manterão os filhos.
“Os pais que querem entender melhor podem pedir para ver a planilha de gastos. Um ponto que tem elevado muito o custo de manutenção são as salas de tecnologia, que custam, em média, R$ 60 mil cada”, afirma o presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinep), Emiro Barbini.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) diz que, em caso de aumentos abusivos, o mais indicado é que os pais se reúnam para contestar a escola.
 
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