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Aluno premeditou ataque que deixou 2 mortos e 4 feridos em escola de Goiânia

20/10/2017

Todos os estudantes eram da mesma turma; uma garota está internada em estado grave em hospital da capital goiana

Estadão Conteúdo

Funcionários do Colégio Goyases, em Goiânia, fixam faixa de luto na fachada do prédio Foto: Dida Sampaio/Estadão

Dois estudantes foram mortos e outros quatro ficaram feridos em um atentado a tiros no Colégio Goyases, unidade particular localizada na Rua Planalto, no Conjunto Riviera, em Goiânia, no final da manhã desta sexta-feira, 20. ​O tenente-coronel Marcelo Granja, assessor de comunicação da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), confirmou que o autor dos disparos, um adolescente de 14 anos, é filho de policiais militares e que a arma usada é da corporação. Segundo a Polícia Civil, o crime foi premeditado.  

O tenente-coronel disse que o garoto pegou a arma da mãe em casa e a levou ao colégio dentro de uma mochila. Ele realizou os disparos dentro da sala de aula e foi imobilizado quando tentava recarregá-la.  O estudante já foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depais). 

 

O delegado Luiz Gonzaga, da Depais, afirmou que o crime foi motivado pelo bullying que o jovem sofria no colégio. "Ele me disse que se inspirou em duas tragédias: Columbine e Realengo. E pensava em se vingar há aproximadamente dois meses", informou.
O primeiro atingido foi o seu suposto desafeto, depois, segundo o relato do garoto à polícia, ele perdeu o controle. E sentiu vontade de matar mais.

Dois adolescentes morrem e quatro ficam feridos após tiroteio na Colégio Goyases, em Goiânia Foto: Marcello Dantas/O Popular
As duas vítimas que morreram foram identificadas como João Vitor Gomes e João Pedro Calembo. Ambos morreram dentro da sala de aula. Os adolescentes feridos, três meninas e um menino, foram levados aos Hospitais de Urgências de Goiânia (Hugo) e dos Acidentados de Goiânia. Dois deles foram levados ao Hugo pelo pai de uma das vítimas.

Ataque em escola de Goiás
Adolescente de 14 anos usou arma da mãe para atirar em colegas em Goiânia Foto: Estadão
O pai explicou que logo após o atentado, funcionários do colégio ligaram informando o que havia acontecido. Seu filho foi baleado nas costas, e a bala continua alojada. Equipes médicas, segundo ele, avaliam a necessidade de uma cirurgia para retirar o projétil.
Um das vítimas internadas no Hugo, uma garota, está em estado grave e respira por aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou o diretor técnico da unidade, Ricardo Furtado Mendonça. Os outros dois feridos estão conscientes e estáveis. 
A garota que está na UTI teve de passar por uma cirurgia para drenar o sangue do pulmão que foi perfurado por um dos disparos. Além do tiro no tórax, ela foi atingida na mão e no pescoço - neste de raspão.
Outra garota também teve o pulmão perfurado, mas respira espontaneamente. O rapaz também foi atingido na região do tórax e está consciente. Nenhum dos jovens tem previsão de alta, informou Mendonça. As famílias já visitaram os adolescentes e os acompanham no hospital.
Já a jovem encaminhada ao Hospital dos Acidentados não corre risco de morte. Ela levou um tiro no pulso e foi submetida a cirurgia.

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Os alunos do oitavo ano do Colégio Goyases estavam tendo aula de Ciências quando ouviram o primeiro disparo. "Achei que fosse alguma bexiga, algum experimento", diz Ana, que não quis se identificar. Quando percebeu que era tiro, ela e mais alguns alunos saíram correndo. Ana foi até a delegacia que fica próximo do local.
Um helicóptero do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e viaturas da Polícia Militar (PM) também foram acionados.

Luto

No portão de entrada do Colégio Goyases, uma faixa com os dizeres "Família Goyases em luto" foi afixada na tarde desta sexta. Acima dela, outra anunciava a realização da mostra científica que aconteceria na escola neste sábado, 21.

A esta altura, pouco antes das 17 horas, os corpos de João Vitor Gomes e João Pedro Calembo já haviam sido retirados da escola e levados ao Instituto Médico Legal. 
O delegado Francisco Costa, do departamento de homicídios, do lado de fora da escola, disse que a sala estava revirada, com marcas de bala nas paredes e no chão, e havia manchas de sangue do terceiro andar da escola até o térreo.

Ele afirmou que a perícia, preliminarmente, encontrou pelo menos 11 cápsulas de balas .40 na sala de aula onde estudavam os 30 alunos da turma do 8º ano. Segundo ele, a perícia inicialmente pode ver que alguns disparos pareciam ter alvos determinados e outros pareciam ter sido efetuados de forma aleatória. Uma estudante ouvida pela reportagem disse que o atirador chegou a mirar em direção a ela por alguns segundos, mas mudou de ângulo e não a atingiu.
O colégio, segundo estudantes e ex-estudantes que circundavam o cordão de isolamento, exigia muita disciplina dos alunos. Um deles disse que já havia sido suspenso de classe porque estourou um "estralinho".
Três alunas do 9º ano, sentadas na calçada, comentam que há aula de Ética toda semana. Em uma dessas aulas, o autor dos disparos teria desenhado uma suástica.


O presidente Michel Temer (PMDB) se disse "consternado" com a tragédia. "Como todo brasileiro, estou consternado com a tragédia na escola de Goiânia. Minha solidariedade às famílias. Força!", afirmou o presidente, por meio de uma postagem no microblog Twitter.

Arma

A Polícia Militar do Estado de Goiás vai instaurar um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias em que o estudante conseguiu obter a arma.

Ataque em escola de Goiás
A Polícia Militar do Estado de Goiás apura as circunstâncias em que o estudante conseguiu obter a arma, que estava sob guarda de sua mãe Foto: Breno Pires/Estadão
Segundo o tenente-coronel Marcelo Granja, a arma utilizada é da corporação e estava sob a guarda da mãe do garoto. Ela é sargento da PM, e o pai, oficial da PM. Os dois prestarão declarações à polícia.
Granja afirmou que esse procedimento é para investigar se houve algum tipo descuido em relação à guarda da arma.
"Todas as orientações são para guardar a arma em casa em local seguro e longe do alcance de crianças e adolescentes. É dever de cada policial guardar arma em local seguro", disse o tenente-coronel.
Paralelamente ao procedimento da PM, a Polícia Civil também está colhendo os depoimentos sobre o caso para apresentar um relatório. Em seguida, o Ministério Público deverá pedir as providências que considerar necessárias.


 

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