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Universidades da Baixada Santista monitoram casos de depressão em estudantes

29/09/2017

Instituições mantêm estruturas para acolhimento de alunos que apresentam sintomas 

Com A Tribuna/DestakNews

OMS estima que 1 milhão de jovens entre 15 e 29
 anos se matem anualmente (Foto: Shutterstock)

Pesquisas têm levado universidades a atentar mais à questão da depressão em jovens de até 29 anos. Os números são alarmantes: em uma delas, 9,9% dos alunos relataram ter tido ideias suicidas, motivadas por sintomas de depressão acompanhados de problemas econômicos, prática religiosa, consumo abusivo de álcool e drogas e conflitos por causa de orientação sexual.
Em estudantes universitários, a ideia de pôr fim à própria vida pode surgir em um momento importante e, às vezes, conturbado: a saída da adolescência e a entrada na vida adulta. Além disso, na vida acadêmica, ainda há dificuldades de adaptação.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 1 milhão de pessoas com idade entre 15 e 29 anos se suicidam por ano.
“O que a gente tem percebido a partir dos estudos é um aumento significativo dos quadros depressivos na adolescência e na juventude”, explica Maria Izabel Calil Stamato, coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Católica de Santos (UniSantos).
Para a especialista, que é doutora em Psicologia Social, esse problema de saúde pública tem muita relação com a sociedade extremamente imediatista de hoje.
“O jovem tem que resolver as coisas rapidamente. As redes sociais passam uma imagem de que está tudo muito bem, dando muito certo. Se as coisas não dão certo, parece que a culpa é do indivíduo. É uma questão coletiva. O jovem não pode absorver isso, não pode pegar para si a responsabilidade de não conseguir”, diz.

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Por se tratar de uma faixa etária que muitas vezes está nos bancos universitários, quase todas as instituições de Ensino Superior que atendem a região mantêm estruturas específica para acolhimento do aluno.
Segundo o psicólogo João Barros, coordenador do Centro de Orientação Psicopedagógica da Universidade Santa Cecília (Unisanta), é comum o aluno sentir obstáculos na faculdade.
“Às vezes, chegam aqui, entram no curso sem identidade com a área. À medida que o semestre vai se desenvolvendo, alguns alunos apresentam dúvidas em relação à carreira, sobre como estudar, como se relacionar com o mercado. Isso é normal”, explica o especialista.
O professor explica que é possível a instituição de ensino oferecer suporte no sentindo de orientar o aluno a enfrentar as tarefas do estudo de maneira mais organizada. 
“O estudante chega aqui com dificuldade de se constituir enquanto sujeito leitor. A universidade é diferente. Podemos dar essa orientação, ajudar na organização de uma agenda de estudos. É uma angústia normal de meio de semestre, porque a prova ameaça os projetos de desenvolvimento da pessoa”, acrescenta.

Em Instituições de Ensino
Unimonte
Conta como Núcleo de Acessibilidade e Apoio Psicopedagógico (Naap), que serve para alunos que se declaram com ansiedade ou depressão e estudantes que vivem com deficiência. Para dispor do serviço, é preciso fazer agendamento para ser atendido. Ele será assistido por um profissional de Psicologia.
UniSantos
Tem o Departamento de Apoio Pedagógico, Psicológico e Social (DPS), onde há atendimento realizado por psicólogas com a finalidade de oferecer suporte gratuito, por tempo determinado, aos problemas emergenciais que estejam interferindo na vida pessoal e acadêmica dos universitários.
Além disso, quando o envolve questões mais clínicas, o aluno pode procurar um profissional conveniado com a universidade, com quem poderá fazer psicoterapia a preço reduzido.
Unisanta
Mantém o Centro de Orientação Psicopedagógico. No momento em que professores e coordenadores detectam alguma dificuldade do aluno em relação à vida acadêmica, eles acionam o centro,para uma avaliação mais apropriada do aluno. O núcleo não faz atendimento clínico dos alunos.
Unifesp
Há o Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE), que conta com uma equipe multiprofissional para acolhimento das demandas dos estudantes.Questões de saúde são acolhidas pela equipe e, quando necessário, o estudante é encaminhado para o Serviço de Saúde do Corpo Discente (SSCD), criado para receber estudantes de todos os campi que necessitem de atendimento médico especializado e que não seja coberto pelos serviços de saúde do município. Fica na Rua Silva Jardim,136, na Vila Mathias.
Unesp
Por nota, a universidade explicou que a unidade de São Vicente não temeste serviço específico. “Quando se detecta algum problema nesse sentido, a Coordenação de Curso é quem procura orientar os discentes”. 

 

Universidades da Baixada Santista monitoram casos de depressão em estudantes Reviewed by DestakNews Brasil on 18:08 Rating: 5
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