A seca que castiga várias regiões mineiras coloca em risco o abastecimento de água no Estado. 

Hoje em Dia
Pelo menos 25 cidades já tiveram o racionamento decretado pela Copasa, um impacto para mais de 760 mil pessoas. Outros 135municípios são alimentados por rios em situação de risco e também podem entrar em rodízio de fornecimento.
Atualmente, 20 pontos ao longo das bacias mineiras estão em um dos três estágios de risco: alerta, atenção ou restrição, conforme classificação do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Apenas duas áreas analisadas são consideradas “normais”. 
“As bacias estão na situação mais crítica dos últimos seis períodos chuvosos” Jeane Dantas de Carvalho
Gerente de monitoramento do Igam
Para chegar a essa divisão, o Igam considera as condições dos rios por sete dias consecutivos. Quando as vazões ficam abaixo do valor estipulado como referência, que leva em conta a série histórica de dez anos, é decretada situação de restrição. Pouco antes de chegar a esta condição, que é a mais crítica, entram em estado de alerta e atenção. 
Diminuição
Na prática, atingir nível de restrição significa que a quantidade de água a ser retirada diariamente para os diversos usos deve ser diminuída. Para consumo humano, a redução obrigatória é de 20%. Já para irrigação, a diferença é de 25% e no atendimento às indústrias, de 30%. 
“Se a captação de água tem que diminuir nos rios, as concessionárias precisam tomar atitudes para conseguir essa redução. Uma das alternativas é o rodízio”, afirma a gerente de monitoramento hidrometeorológico e eventos críticos do Igam, Jeane Dantas de Carvalho. 
Problema
Montes Claros, no Norte de Minas, adotou o racionamento. A cidade é abastecida pelo rio Juramento, curso d’água em estado de restrição. Segundo o secretário de comunicação da prefeitura, Alessandro Freire, as residências têm ficado pelo menos 48 horas sem abastecimento. 

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