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Estádio onde Fluminense jogou foi liberado após propina a bombeiros, diz polícia

12/09/2017

Laudos que liberaram mando do clube no estádio de Mesquita valeram para partidas do Campeonato Brasileiro de 2016

O Dia


O estádio Giulite Coutinho tem capacidade para receber até 15 mil pessoas Juliana Oliveira/America FC

Rio - A operação da Polícia Civil e do Ministério Público deflagrada na manhã desta terça-feira, que investiga o pagamento de propina para a emissão de laudos e certificados do Corpo de Bombeiros, confirmou que entre os alvarás liberados indevidamente está o que autorizou a realização de jogos do Fluminense no estádio de Edson Passos, em Mesquita, na Baixada, para mandos do tricolor.

"Em determinada conversa, isso é dito. O estádio funcionou sem autorização. Foi dada uma autorização prévia sem o cumprimento das exigências", disse a delegada Renata Araújo, durante coletiva de imprensa.
De acordo com as investigações, o documento irregular no caso do estádio Edson Passos era o Laudo de Prevenção e Combate a incêndios (LPCI). O alvará garante que o local tem capacidade de escoar todo o público em situações de pânico ou emergência.
Procurados pela reportagem, o América Futebol Clube e o Fluminense Futebol Clube ainda não se pronunciaram sobre o caso.


Polícia Civil e MP investigam esquema de propinas para liberação de laudos do Corpo de Bombeiros Estefan Radovicz / Agência O Dia

Operação Ingenium
Segundo dados da megaoperação, que teve como base a interceptação de escutas telefônicas, o esquema funcionava em diversas unidades do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ), em especial o 4º GBM (Nova Iguaçu), o 14º GBM (Duque de Caxias) e o Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP).
Entre os locais onde estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão estão estas três unidades da corporação, além do 8º GBM (Campinho), 12º GBM (Jacarepaguá), 17º GBM (Copacabana) e o Comando de Bombeiros de Área (CBA) da Baixada Fluminense.


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Propinas compravam laudos dos bombeiros
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança, os acusados de participar do esquema de corrupção se aproveitavam da autoridade de bombeiro militar para fiscalizar os estabelecimentos. A intenção era levar os proprietários a negociar pagamento de propina em troca de não serem notificados e multados.
Os bombeiros emitiam um laudo de exigências citando todos os requisitos de segurança para incêndio e pânico. Em troca de propina, os bombeiros emitiam o documento que atestava o cumprimento exigências, apesar de não serem cumpridas.
As investigações comprovaram que locais de diversões que reuniram grande público, como o Estádio de Edson Passos, em Mesquita, receberam as documentações sem cumprimento das exigências de segurança para proteção da vida das pessoas e do patrimônio, em caso de incêndio.

 

Estádio onde Fluminense jogou foi liberado após propina a bombeiros, diz polícia Reviewed by DestakNews Brasil on 14:40 Rating: 5
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