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A 10ª caminhada em defesa da liberdade religiosa, reuniu mais de 50 mil pessoas, em Copacabana

18/09/2017
A intolerância religiosa continua fazendo vítimas no Brasil. 

De Rozângela Silva para o DestakNews

Fotos: Henrique Esteves


Nos últimos anos a CCIR, em parceria com o CEAP, vem chamando a atenção da sociedade e das autoridades públicas para o perigo da construção de estado teocrático em um país constitucionalmente laico como o Brasil. A comissão, reúne diversos adeptos religiosos, é hoje, o maior evento inter-religioso do país, em prol das pluralidades, humanidades e liberdade religiosa.



A Caminhada recebeu neste domimgo (17), mais de 50 mil pessoas, em um domingo ensolarada na Orla de Copacabana, em defesa da liberdade religiosa, participaram representantes e religiosos da igreja católica, cristãs, membros do Bahai's, wiccas, judeus, ciganos, hare krishna, ateus, budistas, mórmons, entre outros. Caravanas oriundos de variados lugares como Baixada Fluminense, Regiões dos Lagos, Serrana, Litorânea, além de representações de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Salvador, Recife, Rio Grande de Sul, Florianópolis, religiosos da Nigéria, Angola e Uruguai. A caminhada aconteceu sem nenhum tipo de ajuda dos Governos e outros setores, mas se fez presente e atuante.


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O encontro começou com café da manhã com lideranças religiosas no Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana, por volta do meio dia a Av. Atlântica já estava tomada, e às 13h um mar de gente, a grande maioria vestida de branco, saiu em caminhada, seguiu do posto 6 ao Lido, finalizando em torno das 17h30, com religiosos e simpatizantes clamando por respeito, onde muitos ecoavam a sua indignação com os últimos registros de intolerância.



O Secretário Nacional de Políticas de Promoção de Igualdade Racial - Juvenal Araújo do Ministério dos Direitos Humanos, acompanhou a caminhada até o final, assim como lideranças religiosas internacionais como o babalawô Jokotoye Awolade Bankole – High Chief Prist of Ífá, e Babalawo Ekundayo Awe (Adifala Temple Ogbomosho Nigeria), Fátima Damas (presidente da CEUB), crianças, capoeiristas, diversos idosos e muitos credos. Mais que uma encontro de protesto, foi um celebração ao sagrado, com grupos culturais se revezando com cantorias, louvação, cânticos religiosos, como os grupos Respeite Meu Sagrado, Mãos de Aruanda de Macaé, Cotoquinho com Grupo Filhos de Gandhi, entre outros. 



“A motivação dessa caminhada é igual a primeira, que aconteceu em 2008. Isso mostra que os poderes legislativo, executivo e judiciário não fizeram nada. Mostramos uma reação bem forte, porque hoje não reunimos as pessoas da Umbanda, tivemos evangélicos e outros grupos conosco. Nós estamos aqui, mas uma coisa é o estado, e outra é a sociedade civil. Cabe ao poder público tomar medidas concretas para que esses crimes sejam reconhecidos e como tal, punidos. A comunidade tem que ficar vigilante e ser ouvida. As autoridades têm que aplicar uma lei mais severa e o Governo Federal deveria reconhecer que isso é um problema - afirmou o babalawô Ivanir dos Santos - interlocutor da CCIR/Comissão de Combate a Intolerância Religiosa.


A CCIR continuará na defesa do sagrado e manterá suas ações e atuações, motivado pela indignação e da importância da união nesse momento, onde as religiões de matriz africanas são as maiores vítimas do preconceito. Agora mais do nunca, mostra que, independente de crenças, todos são iguais e têm o direito ao respeito.


A 10ª caminhada em defesa da liberdade religiosa, reuniu mais de 50 mil pessoas, em Copacabana Reviewed by DestakNews Brasil on 14:35 Rating: 5
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