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Prefeitura de Santos quer mais informações sobre navio antes de tirar destroços

24/08/2017

Segundo engenheiro, serão necessários estudos para se saber mais sobre a antiga embarcação 

A Tribuna

Embarcação ainda não foi identificada, mas há suspeitas que seja o vapor "Glória" (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

A Comissão Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas de Santos espera a identificação sobre a qual navio pertencem os destroços encontrados na Praia do Embaré para que seja definido o que fazer no local. Por enquanto, a área só ficará cercada – como já ocorre com o navio Recreio, na Ponta da Praia, próximo ao Canal 6.

Adilson Luiz Gonçalves é um dos integrantes da comissão e engenheiro da Secretaria de Assuntos Portuários, Indústria e Comércio. Ele explica que, para saber mais, será preciso, também, estudar onde o navio afundou e definir outras causas climáticas, como movimentação, erosão ou desassoreamento.
Na tarde de quarta-feira (24), peritos da Capitania dos Portos estiveram no local e coletaram dados, seguindo com investigações.

“O pessoal mais antigo vai lembrar que até a década de 1970, mais ou menos, antes da urbanização do trecho da Etec (escola técnica) Escolástica Rosa, havia barcos de pesca na areia da praia. Então, não dá para afirmar que esse navio, naquela época, já estava lá naquele ponto ou se está ali antes de existirem os canais”, explica.
Restos de embarcação foram descobertos na manhã de terça-feira (22). (Foto: Rogério Soares/AT)
 A equipe encontrou uma relação histórica de embarcações encalhadas na região nas últimas décadas, indicando três possibilidades. 
“O pessoal da Defesa Civil descobriu mais ou menos as dimensões e viu que tem em torno de 75 (metros de comprimento) por 15 de largura, e chamamos a Marinha para identificar”.
O secretário de Serviços Públicos, Carlos Alberto Tavares Russo, afirma que ainda se analisa como remover os restos encontrados no Embaré. “O mais cômodo seria recuperar a praia, para ficarem enterrados de novo”. 
Suspeita é de que destroços sejam do Vapor Glória.
(Foto: Novo Milênio)
Vapor Gloria
Autor do livro Naufrágios do Brasil, o jornalista José Carlos Silvares esteve no local onde os destroços foram localizados. Para ele, os restos podem ser da embarcação Vapor Glória, que encalhou na praia em 1909 e que já foi retratado pelo pintor Benedicto Calixto.
“Esse encalhe, com certeza, aconteceu antes da construção do canal, porque vendo aqui você percebe que ele avança para cima do canal. Parece também que a proa do navio está virada para a Ponta da Praia. Como bate com o quadro do Benedito Calixto de 1909, até mesmo pelo tamanho, que deve ter entre uns 50 ou 60 metros no máximo, tudo leva a crer que seja a mesma embarcação”, explica o pesquisador. 
Recreio
Antes da descoberta dos novos destroços, o que se sabia era da existência dos restos do navio Recreio, que encalhou na faixa de areia da Ponta da Praia, em 1971. 
A retirada dos destroços do Recreio começou em 2006 e, até 2008, removeram-se mais de sete toneladas de material proveniente da embarcação – chapa, pedaços de madeira, tubulação, restos de cordas, tanques e o leme. Só esta última peça pesava mais de uma tonelada, e seu deslocamento exigiu a utilização de escavadeira, pá carregadeira e um caminhão com bomba a vácuo.
De acordo com Carlos Russo, em cerca de dez anos, foram cerca de 1,20 metro de altura de material retirado, em dois momentos, ao custo aproximado R$ 20 mil.
As peças que ainda ficaram na praia compõem o casco do Recreio e estavam a dois metros de profundidade, o que dificultou sua remoção total.

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