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Mercado de sex shop cresce com casais unidos há anos

13/08/2017

Mais de 50 novos tipos de 'brinquedinhos' estão disponíveis nas lojas para ajudar a prolongar e aumentar o prazer

O Dia


Kátia e Roberto passaram a ser compradores assíduos de produtos eróticos, fabricados no Brasil, Suécia e Estados Unidos. Acabaram virando colecionadores 'sem querer' Márcio Mercante / Agência O Dia

Para apimentar a relação sexual, casais unidos há anos estão perdendo a vergonha, e indo direto ao ponto...G (zona erógena), no caso. Os mais de 50 novos tipos de ‘brinquedinhos’ disponíveis no mercado, que ajudam a prolongar e aumentam o prazer, têm atraído mais maridos e suas mulheres aos sex shops. Isso, segundo especialistas, graças aos formatos mais discretos e com funções tecnológicas avançadas dos produtos eróticos, transformados em objetos de desejo e, agora, até de coleção. 

De acordo com donos de lojas do ramo, que movimenta R$ 1 bilhão por ano, de cada dez fregueses que procuram os sex shops, sete são casados. “O perfil dos consumidores está mudando. Há uns dois anos, as minhas lojas (em Ipanema e Largo do Machado) eram frequentadas mais por jovens, solteiros e amantes, em sua maioria. O surgimento galopante de itens a cada mês, desde a linha cosmética, lingeries sensuais, vibradores mais sofisticados e sem formados grosseiros, é o responsável por essa mutação de consumidores”, apontou a empresária Alessandra Furtado, de 42 anos, dona da A Boutique Erótica, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema.

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De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), o setor de artigos sensuais gera 125 mil empregos em 11 mil pontos de vendas no país, 90% deles micro e pequenas empresas.
Em meio a mais de 15 mil produtos que estão, digamos, gozando de maior sucesso entre os casais, simuladores de língua para sexo oral; estimuladores em formatos de balas com controle remoto e internet, e equipados com tecnologia sense motion (sensores ativados por movimentos) e velas que se transformam em gel comestível, são os preferidos.
“A vinda de casais ao sex shop passou a ser tão natural, que até disfarces que homens e mulheres costumavam usar, incluindo perucas, largos óculos escuros e bonés, estão sendo deixados de lado. Produtos eróticos ajudam a resgatar o interesse sexual e estimulam novos prazeres, reinventando métodos”, garantiu Alessandra. De olho no novo filão, ela, assim como outros empresários, submete seus funcionários a treinamentos.

Produtos com design modernos, que imitam até objetos de decoração: novas fontes de prazer sexual Márcio Mercante / Agência O Dia

“Aprendemos a lidar com casais mais tímidos e entender o que eles querem. O importante é que se sintam à vontade e saiam satisfeitos”, ressaltou Micaele Ribeiro, 19, funcionária de Alessandra.
Leandro Félix, gerente das lojas Flower Love, em Copacabana e na Tijuca, admite que a presença de marido e mulher subiu em torno de 20% em 12 meses. “Isso é muito bom, em tempos de crise econômica”.
Fantasias e algemas ainda em alta
Mesmo com os produtos em alta, que fazem os casais irem à loucura entre quatro paredes, as fantasias e outros antigos itens, como algemas, não saem de moda. “Roupa de colegial e lingerie sexys ainda são recordistas de vendas, assim como bolinhas lubrificantes, gel prolongador de excitação e ejaculação e anel peniano com vibrador”, explicou Luize Alves, da Luluh Sex Shop, em Jacarepaguá.
“A tendência é de constante aumento em vendas, uma vez que pesquisa indicam que 83% da população nunca experimentou um produto erótico”, declarou a presidente da Abeme, Paula Aguiar.
A psicóloga, psicanalista e terapeuta de casal e família, Márcia Modesto, garante que brinquedos eróticos são saudáveis e podem até salvar casamentos. “Usados sem exageros, são excelentes estímulos”.
Casais viram colecionadores de produtos eróticos

A variedade de itens lançados periodicamente por 30 fábricas no Brasil, fora a gama de importados da Suécia e EUA, que atinge a venda de 9 milhões de unidades por mês (3,5 milhões só em gel, creme e lubrificante), tem desencadeado um outro fenômeno curioso: os casais passaram a colecionar produtos sexuais.

É o caso do consultor comercial Roberto Costa, 46, e da empresária Kátia da Conceição, 44, unidos há cinco anos e que viraram colecionadores ‘sem querer’. “Apesar de os preços ainda estarem salgados (há produtos de R$ 50 a até R$ 4 mil), nós adquirimos sempre um mimo diferente por mês, que nos ajuda a sair da rotina”, explicou Roberto.
Ana, 46 e José, 50 (nomes fictícios), casados há 16 anos, ainda estão vencendo a timidez. "Começamos a ir às lojas mais vezes. Nunca faltam novidades e elas têm esquentado o relacionamento. Estamos sempre curiosos e, juntos, dando uma olhada em novos itens, que nos fazem pegar fogo”, garantiu Ana, entre gargalhadas.

 

Mercado de sex shop cresce com casais unidos há anos Reviewed by DestakNews Brasil on 18:42 Rating: 5
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