Um dos supostos chefes do tráfico de drogas do aglomerado Vila Real, no bairro Serrano, em Belo Horizonte, foi preso na madrugada desta terça-feira (15) com um carregamento de 200 kg de maconha, cocaína e munições de armas de fogo.

Membro do PCC estava monitorando rede de comunicação da PM para fugir das abordagens

Conforme a Polícia Militar, o suspeito, de 36 anos, estava sendo monitorado há semanas, porque, segundo informações recebidas pelos agentes, o homem seria membro da organização criminosa PCC e havia assumido o comando da venda de substâncias ilícitas na comunidade. 
De acordo com os militares, o suspeito ia até o aglomerado em um carro Fiat Punto prata duas vezes por dia: uma para levar as drogas e outra para recolher o dinheiro. Anteriormente, ele foi abordado pela polícia, que constatou que ele tinha antecedentes criminais por tráfico. 
Depois da ocasião, os agentes se depararam diversas vezes com o homem utilizando jóias, roupas de marca, relógios e bebidas caras. Além disso, em operações realizadas em bailes funks na comunidade, os policiais observaram o suspeito conversando com supostos gerentes das bocas de fumo do aglomerado. 
Na noite da última segunda-feira (14), os militares receberam informação de que o suposto traficante havia recebido um carregamento de drogas recém chegado do Paraguai para abastecer a comunidade. As substâncias estariam escondidas em uma casa na rua Paraúna. Quando compareceram ao local, os policiais constataram que, no endereço informado havia uma espeteria, que seria mantida pelo suspeito e pela amante dele, uma jovem de 23 anos. 


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