Em três anos, a euforia que a hotelaria em Belo Horizonte teve com a Copa do Mundo virou depressão. Crise econômica, queda no número de turistas e dificuldades estruturais, como a falta de espaços para eventos, levaram os empresários do setor a vivenciar uma das maiores crises da história, que já resultou, só em 2017, em nove hotéis encerrando as atividades na capital mineira.

O setor também vem engrossando o número de desempregados, com o fim de aproximadamente 1.500 vagas diretas nos primeiros seis meses deste ano, segundo o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH e Região Metropolitana (Sindhorb).


“É, com absoluta certeza, a pior crise pelo menos dos últimos 40 anos”, afirma o presidente da entidade, Paulo César Pedrosa. Em 2015, ano posterior ao Mundial de futebol, eram 45 mil postos de trabalho na hotelaria. Hoje, são 30 mil, um terço a menos, indica Pedrosa, que contabiliza ainda uma perda de R$ 100 milhões em faturamento por ano no setor.


Portas fechadas

Já são nove estabelecimentos fechados no primeiro semestre de 2017, mais que o dobro em relação ao ano passado, de acordo com o especialista Maarten Van Sluys, da consultoria JR & MvS.


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