O fechamento de 39 unidades próprias da Farmácia Popular em Minas Gerais no mês passado faz milhares de vítimas no Estado. 

Hoje em Dia


Sem os medicamentos, mineiros com doenças crônicas, até agora mantidas sob controle, podem ter a saúde comprometida. Como consequência, os gastos em saúde dos municípios, que já sofrem com a queda na arrecadação, devem ir às alturas.
“Vai faltar remédio. O governo cria programas e não os assume, ou cria e não cumpre. Depois, quer que os municípios deem continuidade a eles, o que não é possível”, rechaça o presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB). Somente entre maio de 2016 e igual período deste ano, 554 mil atendimentos foram realizados pelas unidades próprias da Farmácia Popular.
Criado em 2004, o programa funcionava em dois modelos. Na rede própria, encerrada em julho, o cidadão tinha acesso gratuito ou subsidiado com até 90% de desconto a 112 medicamentos. Na rede conveniada, que permanece aberta, a lista é reduzida para 25 medicamentos. O Ministério da Saúde pondera que os remédios da rede conveniada respondem por 93% das solicitações do programa. Embora o atendimento desta modalidade do programa seja de longo alcance, especialistas em saúde afirmam que o impacto com o corte da rede própria será muito alto.

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