A Polícia Federal de Varginha, no Sul de Minas, investiga uma quadrilha que atua no setor cigarreiro e que teria fraudado aproximadamente R$ 2,3 bilhões dos cofres público. O grupo, conforme a corporação, realiza a produção ilegal de cigarros e sonega impostos da Receita Federal.

Hoje em Dia
Para reprimir a ação fraudulenta, 180 policiais federais, agentes da Receita e do Ministério Público Federal deflagraram a operação "Ex Fumo" em Minas,  São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Eles cumpriram quatro mandados de prisão temporária, além de 20 mandados de busca e apreensão.
Foram recolhidos computadores, HDs, celulares, mídias de armazenamento e documentos, que serão posteriormente analisados. Se comprovados os crimes, os envolvidos podem pegar até 12 anos de prisão.
Fraude
Conforme a PF, as diversas empresas do grupo não repassam os tributos dos cigarros para o Tesouro Nacional - o maço tem preço mínimo obrigatório de R$ 5, dos quais R$ 4 são tributos. A estratégia foi aprimorada em 2014, quando a organização criminosa contratou um expert em fraudes tributárias e passou, então, a deixar de pagar tributos por meio de compensação tributária com títulos podres da dívida pública.

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