“Você não tem o perfil que estamos procurando agora. Mas podemos chamá-lo em outra oportunidade.” Pelo menos em quatro ocasiões, este ano, o estudante e técnico em computação, André Stehling, 18 anos, ouviu estas frases. Desempregado desde março, quando a empresa em que trabalhava o dispensou, André já perdeu a conta de quantos currículos distribuiu. Lembra que participou de seis entrevistas, mas sua inexperiência pesou e ele não foi admitido. “A inexperiência pesa principalmente quando se disputa uma vaga com profissionais de 20 ou 21 anos de idade”, lamenta.
André faz parte das estatísticas de desemprego no Brasil, cruéis com os mais jovens, aqueles que oficialmente estão na faixa etária entre 15 e 24 anos. Enquanto a taxa média de desemprego (que engloba todas as idades) bateu na casa dos 13,7% no primeiro trimestre, para a juventude o índice chegou a 28,8% - um recorde. 


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