A Receita Estadual cumpre, na manhã desta terça-feira (13), seis mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva de pessoas ligadas a uma empresas de Belo Horizonte suspeita de criar um esquema de fraude que pode ter causado um prejuízo de R$ 70 milhões aos cofres públicos.

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Até agora, foram identificadas sete empresas de fachada em Minas Gerais que participam do esquema. Elas estão localizadas em Belo Horizonte, Uberlândia, Perdões, Oliveira, Betim, Campo Belo e Poços de Caldas. Outras seis empresas também de fachada estão localizadas nos estados de Goiás e Espírito Santo.
Contando com a ajuda da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais, a operação “Beleza Impura” investiga a participação de uma distribuidora de cosméticos e produtos de higiene em um esquema de fraude milionário. Com sede em Uberlândia, a empresa pode ter causado um prejuízo de cerca de R$ 70 milhões aos cofres públicos provenientes da sonegação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O esquema vem sendo monitorado pelo serviço de inteligência da Receita Estadual desde 2014, quando foram identificadas várias empresas de fachada inscritas na região Centro-Oeste de Minas Gerais. De acordo com as investigações, as empresas eram utilizadas para simular compras de outras empresas, também de fachada, cadastradas nos Estados de Goiás e do Espírito Santo, com valores subfaturados para reduzir impostos de modo fraudulento e blindar a distribuidora mineira e seus reais fornecedores.
Na tentativa de dificultar a fiscalização, os idealizadores do esquema montaram uma verdadeira organização criminosa, utilizando-se de uma espécie de rodízio de empresas intermediárias que, após serem usadas por um determinado período, tinham suas atividades encerradas e eram, imediatamente, substituídas por outras, sempre constituídas em nome de laranjas.
Algumas empresas participantes desse esquema já foram autuadas pela Receita Estadual, acumulando mais de R$ 24 milhões de dívida com o Estado, valor que pode ser triplicado em relação a esse grupo. A força-tarefa também investiga a possibilidade de que outros grupos estejam se utilizando de método semelhante para também sonegar o ICMS devido.
Todo os documentos e equipamentos apreendidos nesta terça-feira serão submetidos a perícia e auditoria, a fim de comprovar os crimes cometidos e apontar os que se beneficiaram de uma sonegação milionária que lesa o povo mineiro.
O nome da operação é o oposto do título de uma famosa canção de Caetano Veloso, que exalta a beleza pura.