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Governo de Minas muda estratégia e troca companhias da PM por bases móveis

28/06/2017

Para analistas, medida afasta os militares da comunidade e será adotada apenas para gerar economia

Vistoria. O governador Pimentel disse que as bases de segurança começarão a funcionar em agosto
O Governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, do PT, vai mudar a estratégia de patrulhamento da Polícia Militar (PM) em Belo Horizonte. Entre as alterações, há um estudo de fechamento de companhias que compõem os batalhões. Em vez do prédio que serve de apoio para militares, haverá bases de segurança – semelhantes às vans usadas atualmente como bases móveis. Para especialistas em segurança e fontes extraoficiais, a mudança é um retrocesso e acontece apenas para economizar. Já o major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da PM, diz que a modificação não tem relação com gastos e o objetivo é colocar mais policiais nas ruas.

Especialista em segurança e militar reformado, Jorge Tassi considera que a mudança de estratégia tem relação direta com a situação financeira do Estado. “A contenção de despesas pode estar determinando esse tipo de ação”, analisa. Ele considera que, com o fechamento de companhias, o Estado economizaria com o aluguel dos prédios. Em casos de edificações próprias, elas poderiam ser usadas para outros fins.
Para o deputado Sargento Rodrigues (PDT), o motivo da mudança é mesmo a redução de gastos. Ele classifica a medida como um retrocesso. “Nos últimos 20 anos houve um processo de descentralização (com a criação das companhias) para distribuir o policiamento e aproximar a polícia da comunidade. (Essa mudança) é o maior engodo de todos os tempos”, avalia.
O major Santiago vê a criação de bases de segurança como uma maneira de acentuar a descentralização. “O modelo de bases móveis, mesmo sem a edificação da companhia, amplia isso. Um modelo de desconcentração, em vez de um ponto fixo, passo a ter quatro”, explicou. O major acrescentou que os militares que cuidam, por exemplo, da segurança da edificação da companhia, poderão participar do patrulhamento. O estudo sobre o fechamento das unidades leva em consideração aquelas companhias que funcionam em prédios alugados, além do sucateamento da unidade e da localização.
Comunidade. Para moradores e comerciantes de bairros como Padre Eustáquio, Caiçara e Bonfim, na região Noroeste, a mudança nos planos de patrulhamento trazem preocupação.
Pessoas próximas do comando da PM e policiais informaram que a 9ª e a 21ª Companhias, que atuam na região, podem ser fechadas em agosto. A PM confirmou que há um estudo nesse sentido, mas não informou o prazo para o término das análises.
De acordo com o major Flávio Santiago, cada companhia pode ser substituída por quatro ou cinco bases de segurança. Quatro policiais trabalharão por turno nesses veículos. Dois policiais ficarão dentro das bases e a outra dupla fará o patrulhamento. A PM não informou quantas pessoas trabalham em uma companhia, nem seu custo mensal.


Efetivo em BH é de 4.800 militares

Efetivo. A PM tem cerca de 4.800 militares no Comando de Policiamento da Capital. Segundo o Sargento Rodrigues, trabalham entre cem e 200 homens em cada companhia. A capital tem 24 companhias, além de unidades do Tático Móvel e de Trânsito.
Bases. O governador Fernando Pimentel vistoriou ontem os 86 veículos que serão usados como bases móveis a partir de agosto. A estratégia deve ser adotada em outras áreas, começando por Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Uberlândia, no Triângulo, até o fim do ano.


Análise

Distanciamento é o maior prejuízo

A 9ª companhia do 34º Batalhão de Polícia Militar (PM) fica na avenida Tereza Cristina, no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital. Moradores e comerciantes da região consideram a localização da companhia estratégica, já que a Via Expressa é uma das rotas de fuga de criminosos. Eles receberam com receio a notícia de que a corporação estuda fechar a unidade.
“A segurança começou a melhorar, a presença da polícia vem inibindo a ação de criminosos. Se a companhia fechar, vai aumentar com certeza”, considera um comerciante da região, de 40 anos, que pediu para não ser identificado. Ele acredita que “nada substitui uma companhia onde a comunidade tem acesso” e reclama que a comunidade não foi consultada.
Análise. Especialista em segurança e militar reformado, Jorge Tassi explica que o maior prejuízo do fechamento seria o distanciamento entre comunidade e o comando das unidades. Ele explica que, atualmente, líderes de associações, representantes políticos e entidades públicas têm acesso aos policiais que chefiam as companhias. Essa relação é importante para que o comandante conheça a realidade da comunidade e o patrulhamento seja mais eficaz. Se as companhias forem levadas para dentro dos batalhões, haverá um distanciamento geográfico entre as comunidades e os militares. O especialista diz que as bases de segurança devem existir, mas não em substituição às companhias.
O major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da PM, garantiu que os comandantes vão circular pelas bases de segurança. (AD) 

PROBLEMA 

Proposta definida pelo governo estadual


O programa "Mais Segurança" do governo do Estado de Minas Gerais, gestão de Fernando Pimentel (PT), tem como intenção eliminar as estruturas físicas e fixas das companhias da PMMG recentralizando as funções dentro dos Batalhões.
Substituindo as estruturas das companhias, estarão as bases comunitárias móveis/BCM.
Dentro de cada base (veículo tipo van) estarão 2 (dois) policiais. Duas motos passarão a circular nas imediações de cada base implantada.
Não oferecerão atendimento 24h, apenas entre 6h e 2h da manhã.
Os policiais de cada companhia atualmente destinados para a parte administrativa, serão somados ao efetivo nas ruas.


CRÍTICAS PRINCIPAIS

Bases móveis deveriam ser APOIO, complementando o trabalho da estrutura física e fixa existente de cada companhia.
Estamos a favor das bases móveis, mas não nos moldes pretendidos, pois eliminar a estrutura física e fixa do policiamento da companhia da PM significa:
- Perder atendimento 24h aos cidadãos;
- Perder o contato mais próximo e direto com a equipe organizada da companhia que garante mais segurança e prestígio na relação da PM com a comunidade;
- Aumentar a vulnerabilidade dos policiais que estarão sensivelmente mais expostos sem a retaguarda da companhia;
- Diminuir o aparato real e eficaz de segurança.



DÚVIDAS PARA REFLEXÃO

- Quais são os números reais que garantam que essa mudança será viável?
- Quais foram os estudos elaborados e por qual motivo não foram apresentados para a população previamente?
-Quais foram os parâmetros para escolher as companhias que serão extintas?
- Qual é o planejamento financeiro (previsão orçamentária) dessa ação para garantir que funcionará de modo contínuo, visto que a PM sempre destaca a falta de recursos para combustível e manutenção de veículos?
- Qual será a saída caso as bases móveis não dêem certo, e já estaremos com as companhias eliminadas?
- Qual é o número real de policiais que estarão destinados a atender cada bairro, já que afirmam que aumentará o efetivo?
- Por que não farão período de transição, mantendo as companhias e as bases para percebermos como será?
- Qual é o motivo da urgência dessa ação já que pretendem implantar em agosto/17, sem análise profunda e audiências públicas?

Pelos motivos acima expostos, nós, abaixo assinados, DECLARAMOS que estamos contra a medida de extinção das companhias e exigimos que se mantenham as estruturas físicas, fixas e descentralizadas dos Batalhões, conforme temos atualmente; e pedimos que as bases móveis existam apenas como apoio das companhias de polícia no estado de Minas Gerais.


 Com informações do Jornal o Tempo/ com change.org

Governo de Minas muda estratégia e troca companhias da PM por bases móveis Reviewed by DestakNews Brasil on 13:01 Rating: 5
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