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Ao menos 16 capitais têm manifestações pela saída de Temer e eleições diretas

21/05/2017

Atos tiveram baixa adesão em algumas capitais devido às chuvas e frustraram organizadores

Estadão Conteúdo

A Frente Brasil Popular e o Povo Sem Medo convocaram para este domingo, 21, atos em todo o País pedindo  “Fora, Temer” e “diretas já”. Em algumas capitais, pancadas de chuva resultaram numa baixa adesão aos protestos, que contaram com a participação de movimentos sociais e centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Brasília. A concentração na capital federal começou no fim da manhã em frente à Biblioteca Nacional. O público era formado, principalmente, por integrantes de centrais sindicais e partidos de esquerda que pediam eleições diretas. 


Porto Alegre. Logo no começo da tarde, os manifestantes se reuniram no Parque da Redenção e começou passeata pela região central da cidade.
Salvador. Na capital baiana, a manifestação que pede a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas começou por volta das 13h na Praça do Campo Grande, centro da cidade. Dali, o grupo seguiu em passeata pelo Corredor Vitória com destino ao Farol da Barra, na orla. Centrais sindicais e movimentos populares participam do protesto.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) participou do ato e disse que é grave o momento político do País. Ela afirmou que não é hora de falar em nomes, mas de aprovar uma PEC para garantir que o povo escolha um novo presidente. “Temos projeto de eleições diretas, porque compreendemos que a crise, do jeito que ela se instalou no Brasil, precisa de participação popular, repactuação com o povo brasileiro em torno de um programa mínimo. É preciso que as ruas possam ajudar a definir esse campo”, disse a parlamentar.
São Paulo. Os manifestantes se concentraram por volta das 15h em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista. o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) está no local e fez discurso pedindo o afastamento do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas. A chuva que cai na capital paulista desde o início da manhã frustrou a expectativa dos organizadores do protesto.

São Paulo - SP
Manifestações ocorrem sob forte chuva em São Paulo. Foto: Marcio Fernandes de Oliveira/Estadão
Rio de Janeiro. Um grupo de manifestantes se reuniram na orla da Praia de Copacabana, zona sul do Rio. O ato, além de pedir a renúncia do presidente Michel Temer, protestava pela saída do governador Luiz Fernando Pezão. A maioria era de servidores públicos estaduais que protestavam contra o atraso de salários. Durante a tarde, cerca de 200 manifestantes protestam em frente ao prédio onde mora o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), em São Conrado, na zona sul do Rio.

Protesto no Rio
Manifestação em frente ao prédio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro Foto: FABIO MOTTA/ESTADAO
Belo Horizonte. O protesto convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) reuniu cerca de 1,2 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, na Praça da Liberdade. Outros atos ocorreram em Uberlândia e Juiz de Fora. Em Uberlândia, a ocupação Fidel Castro, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), esteve presente. 
João Pessoa. A orla da capital da Paraíba começou a receber os primeiros manifestantes de movimentos sociais logo pela manhã, com concentração no Busto de Tamandaré, Praia de Tambaú.
Natal. O movimento na capital do Rio Grande do Norte foi convocado por movimentos sociais e líderes de entidades sindicais. Eles se concentraram na Praça das Flores, por volta de 9h, pedindo a renúncia de Temer. Segundo os organizadores do evento, mais de 2 mil pessoas desceram a Ladeira do Sol em defesa de “diretas já”.
Curitiba. Pelo menos 500 pessoas saíram em protesto pelo fim das reformas trabalhista e da Previdência, austeridade nas leis municipais e o afastamento do presidente Michel Temer. Convocados pela Frente Brasil Popular e a Frente de Resistência Democrática, os manifestantes se concentraram, por volta das 14h30, na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. O local foi ponto de encontro do ato pró Lula  no último dia 10. De lá, marcharam até a Câmara Municipal, e o ato acabou por volta das 16h30. A PM não confirmou o número de manifestantes. 
Belém. No Pará, a concentração ocorreu na praça da República, centro da capital. Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT)  e de movimentos sociais discursaram no local portando cartazes e bandeiras vermelhas contra o Michel Temer. 


Manifestações contra governo Temer ocorrem neste domingo; veja fotos

Fortaleza. Na capital cearense, os manifestantes se reuniram por volta das 15h no Aterro da Praia de Iracema. Outro ato teve início às 17 horas com cerca de 5 mil pessoas na Beira Mar, segundo os organizadores do evento. Em Crato, o ato se concentrou na Igreja Seminário São José. 
Recife. Na capital pernambucana, os manifestantes se concentraram na Praça do Marco Zero, centro da cidade, às 13h. Em Petrolina, no sertão de Pernambuco, um “adesivaço” tomou conta da cidade e foram colados 300 adesivos em carros e motos.
Manaus. Por volta das 12h, horário de Brasília, cerca de 300 manifestantes se concentraram no centro de Manaus, ao lado dos movimentos Central Sindical e Popular, Movimento Luta Popular (MLP) e Central Única dos Trabalhadores (CUT). O grupo caminhou pela Avenida Eduardo Ribeiro e, segundo a Polícia Militar, não houve tumulto. “Aqui é um ato espontâneo e vamos deixar a cidade no clima para gritar ‘fora Temer’”, disse o coordenador da Frente Brasil Popular, Ruan Octávio Rodrigues.
Rio Branco. No Acre, as pessoas se reuniram a partir das 16h em frente ao Palácio Rio Branco, no centro da capital. O ato foi convocado, convocado pela Frente Brasil Popular e pelo Povo Sem Medo contou com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Goiânia. O protesto começou por volta as 10h na Praça do Trabalhador e foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-GO), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e pela Frente Brasil Popular. O movimento ainda contou com a parceria do Fórum Goiano Contra a Reforma da Previdência.
Cuiabá. Em Mato Grosso, o ato foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por movimentos sociais. Os manifestantes se reuniram pela manhã na Praça Cultural do bairro CPA II, em Cuiabá. O governador Pedro Taques (PSDB) também foi alvo dos protestos devido a um episódio envolvendo escutas telefônicas ilegais.

 

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