Pelo menos três pessoas morreram e muitas ficaram feridas nesta sexta-feira (7) em um atentado com caminhão lançado no centro de Estocolmo. Depois de atropelar várias pessoas, o veículo se chocou contra uma loja, e os feridos estavam sendo atendidos no local do ataque, de acordo com imagens transmitidas pela televisão. 
"Há mortos e muitos feridos", indicou à AFP uma porta-voz dos serviços de segurança suecos, Nina Odermalm Schei. "A Suécia foi atacada. Tudo aponta para um ataque terrorista", denunciou o primeiro-ministro, Stefan Lövfen, que no momento do atentado viajava à segunda cidade do país, Gotemburgo, retornou à capital.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou, por sua vez, que o ataque contra a Suécia era um ataque contra toda a União Europeia.
 

"Umadas cidades europeias mais vibrantes e coloridas parece ter sido atingida" por aqueles que buscam prejudicar "nossa própria forma de vida", indicou em um comunicado o presidente do executivo comunitário, cujos "pensamentos estão com o povo da Suécia".
O ataque ocorreu pouco antes das 13H00 GMT (10h00 de Brasília) perto de uma loja de departamentos no cruzamento entre uma das ruas de pedestres mais movimentadas da capital, Drottningsgatan, e uma das principais artérias da cidade, Klarabergsgatan. 
Uma nuvem de fumaça cobria o céu no local do incidente, isolado pela polícia, segundo as imagens das redes de televisão. 
Veículos da polícia circulavam na cidade usando alto-falantes e pedindo às pessoas para ir direto para suas casas e evitar grandes aglomerações.
Helicópteros eram ouvidos pairando no céu sobre o centro de Estocolmo, e um grande número de carros da polícia e ambulâncias foram enviados ao local, disseram testemunhas.


O autor do atentado havia roubado o caminhão aproveitando "uma entrega em um restaurante", declarou uma porta-voz da transportadora Spendrups, Rose-Marie Hertzman.
A polícia anunciou o fechamento de toda a rede de metrô, depois que o ataque ocorreu perto da estação T-Centralen, por onde passam todas as linhas de Estocolmo. 
Os incidentes lembram os ataques de Londres, Berlim e Nice, no sul da França, cujos autores lançaram seus veículos contra multidões.
No dia 22 de março, Khalid Masood, um britânico de 52 anos convertido ao Islã e conhecido dos serviços de segurança, matou cinco pessoas atropelando-as com um carro na calçada da ponte de Westminster, que atravessa o rio Tâmisa em frente ao Big Ben, antes de esfaquear até a morte um policial na frente do Parlamento. 
O autor do ataque, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), foi morto pela polícia. 
Em dezembro, 12 pessoas morreram depois que um homem utilizou um caminhão roubado para avançar contra as pessoas que passeavam por um mercado de Natal em Berlim. 
O ataque mais mortífero deste tipo nos últimos meses foi o de 14 de julho de 2016, em Nice, quando uma pessoa atropelou uma multidão que assistia aos fogos de artifício durante a festa nacional francesa. O atentado, reivindicado mais uma vez pelo EI, deixou 86 mortos.