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Síria eleva para 16 número de mortos por ataques dos EUA

07/04/2017
Ao menos 16 pessoas morreram nos ataques com mísseis lançados pelos EUA contra alvos na Síria no fim da noite de ontem (pelo horário de Brasília), segundo atualização divulgada pelo regime sírio.


O bombardeio de cinco minutos, ocorrido na província de Homs, matou ao menos sete militares na base aérea de Shayrat e causou amplos danos, segundo o governador da província, Talal Barazi, que é favorável ao presidente sírio, Bashar al-Assad.


Para os chefes de Estado e de governo, "Assad tem inteira responsabilidade por esse desdobramento". "Seu recurso contínuo às armas químicas e aos crimes de massa não podem permanecer impunes. É o que a França havia pedido no verão de 2013, no dia seguinte ao ataque químico de Ghouta", afirma a nota. O episódio se refere à decisão de François Hollande de tomar a iniciativa de uma intervenção militar do Ocidente, desde que acompanhada dos aliados históricos, Reino Unido e Estados Unidos. 
Na oportunidade, o governo francês acabou isolado, com a decisão do então primeiro-ministro britânico, David Cameron, de consultar o Parlamento antes do ataque, e com o recuo do então presidente americano, Barack Obama. Após considerar os ataques químicos como uma "linha vermelha" na guerra da Síria, o democrata acabou cedendo à rejeição da opinião pública, contrária a uma nova intervenção militar no Oriente Médio.
"A França e a Alemanha continuarão seus esforços com seus parceiros nas Nações Unidas para sancionar da forma mais apropriada os atos criminais ligados à utilização de armas químicas proibidas por todos os tratados", informam Paris e Berlim.

 
O texto termina com um novo pedido de solução política da crise e pela retirada de Assad do poder. "Nós apelamos à comunidade internacional a se unir em favor de uma transição política na Síria, conforme à resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU e ao comunicado de Genebra. 
 
Outras nove pessoas, todas civis, foram mortas quando três mísseis atingiram duas cidades próximas à base, de acordo com a agência de notícias estatal síria Sana. Quatro dos civis eram crianças. Fonte: Dow Jones Newswires.

O gabinete da primeira-ministra britânica, Theresa May, também reagiu ao ataque e disse ter sido informado com antecedência pelos EUA sobre a decisão de bombardear a base síria. Londres apoiou a decisão, considerada uma "resposta apropriada ao bárbaro ataque com armas químicas lançado pelo regime sírio" e afirmou que a medida tem como objetivo "deter futuros ataques (de Assad)".
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também concordou com a avaliação de Merkel, Hollande e May, e ressaltou que Assad "tem total responsabilidade" pelos ataques dos Estados Unidos contra uma base aérea na Síria. "O governo sírio tem total responsabilidade por essa consequência", disse Stoltenberg em comunicado.
"Qualquer uso de armas químicas é inaceitável, não pode ficar sem resposta, e os responsáveis devem ser responsabilizados", disse Stoltenberg, que foi informado com antecedência pelo secretário da Defesa dos EUA sobre a decisão tomada por Washington. 


Já o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que o ataque americano mostra a postura determinada do Ocidente contra ataques químicos. "A intervenção militar dos Estados Unidos mostra uma determinação necessária contra os violentos ataques químicos. A União Europeia vai trabalhar com os EUA para acabar com a brutalidade na Síria", escreveu Tusk em sua conta no Twitter. / COM EFE, REUTERS e AP

Síria eleva para 16 número de mortos por ataques dos EUA Reviewed by DestakNews Brasil on 14:15 Rating: 5
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