Com o conceito de alimentação saudável, baseada no desenvolvimento de produtos com pouco ou zero gordura, açúcar, sal e glúten, a Verde Campo quintuplicou o faturamento e a produção de 2011 a 2016. 

Hoje em Dia


De origem familiar, a empresa foi vendida para o grupo Coca-Cola no ano passado, mas ainda mantém no corpo de direção e presidência os antigos proprietários. Com sede em Lavras, no Sul de Minas, a marca presente em todas as capitais brasileiras quer iniciar o processo de expansão para o interior do país.
De acordo com Álvaro Gazolla, diretor comercial da Verde Campo – que assumiu a sociedade com o primo fundador da marca, Alessandro Rios, um ano após a fundação da empresa, em 1999 – “é um modelo de negócio totalmente diferente do normal”. “Quando o grupo Coca-Cola comprou a empresa, a ideia era manter o DNA da marca, que é muito forte. O grupo não tem expertise nesse tipo de negócio, e confia nos empresários da empresa, nos gestores para dar continuidade ao projeto”, explicou Gazolla.
O valor da transação e o faturamento da empresa não são divulgados. E a parceria entre fundadores e novos gestores tem dado certo. Os lançamentos feitos pela Verde Campo nos últimos dois anos já representam 31% do faturamento da empresa.
Uma das novidades é a linha Lacfree, com a proposta de ser um lanche rápido com baixas calorias entre as refeições. O iogurte Natural Way, mais recente, é voltado para os praticantes de atividades físicas por contribuir para o desenvolvimento de massa muscular magra e para a manutenção da energia.
“A linha Natural Whey já representa 15% do faturamento da empresa. Lançamos o quarto sabor, ‘cookies & cream’, recentemente. Na próxima semana, vamos apresentar uma nova linha de shakes com a mesma proposta”, disse.
As inovações têm contribuído para expansão da marca. O Sudeste representam 60% das vendas da Verde Campo, seguido do Sul, 20%; Nordeste, 13% e Norte, 7%.
Fórmula de sucesso
Desde 1999, quando a empresa foi fundada, a intenção dos sócios era trazer ao mercado produtos inovadores. A fórmula da primeira linha de iogurtes diet, por exemplo, é a mesma desde o lançamento, naquele ano. “Priorizamos pelo processo artesanal de fabricação, em que deixamos o produto fermentando no fim da tarde, por cerca de 12 horas, até obter a combinação perfeita”, afirma Gazolla.
Primeira marca a criar a linha zero lactose, em 2010, a empresa, ao longo dos anos, mudou insumos na produção como desistiu de utilizar corantes para substituição de frutas, além de priorizar o uso de estévia para adoçar as combinações. Os novos produtos da linha de queijos e requeijões serão usados com o sal do Himalaia na sua composição. “Cada quilo de estévia custa cerca de R$ 1.500 reais, mas não abrimos mão de usá-lo. O sal do Himalaia garante redução em 50% do sódio nos produtos”, finaliza Gazolla.
‘Todo produto que lançamos nos últimos dois anos tem que representar 25% do faturamento”
Álvaro Gazolla
Diretor Comercial e sócio da Verde Campo