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Manhã de protestos em Santos termina com feridos e nove detidos

28/04/2017

Manifestantes bloquearam principais acessos à Cidade e o transporte coletivo ficou sem funcionar durante o dia

A Tribuna

 

Na entrada de Santos houve confronto entre ciclistas e manifestantes (Foto: Nirley Sena)

Como já era esperado, a manhã desta sexta-feira (28) foi de muito transtorno para quem não aderiu à manifestação nacional em protesto contra as reformas Previdenciária e Trabalhista na Baixada Santista. Mesmo aqueles que se programaram para sair mais cedo de casa, na tentativa de chegar ao trabalho dentro do horário, encontraram dificuldade para conseguir chegar ao seu destino. 
Em Santos, cidade da região que concentrou maior número de manifestantes, o dia nem havia amanhecido quando grupos de diferentes categorias já bloqueavam os principais acessos ao Município. Pouco antes das 6 horas, as interdições ocorriam na Avenida Martins Fontes e também na divisa entre Santos e São Vicente. Apenas a travessia de balsas entre Santos e Guarujá funcionava normalmente. 
Para conseguir transitar entre as duas cidades, motociclistas utilizavam a ciclovia na orla. Houve ainda casos de motoristas mais ousados que, para furar o bloqueio, subiram o canteiro central e retornaram pela contramão. Outros, sem sucesso ao tentar furar o bloqueio, acabaram optando por seguir viagem utilizando a faixa de areia.
E não eram só os motoristas e motociclistas que eram impedidos de transitar por aquele trecho, na orla. A Reportagem também flagrou ciclistas sendo impedidos pelos manifestantes de transitar pela orla no início do dia. 
Um morador de São Vicente, que trabalha na região do Porto de Santos, estava inconformado com a atitude do grupo. “Tenho que trabalhar, não posso faltar. Vou fazer qualquer coisa para chegar no meu emprego na hora certa”, afirmou. 
Revoltado com a situação, um outro ciclista chegou a atirar a própria bicicleta contra os manifestantes, que revidaram arremessando bandeiras.

Por volta das 7h30, líderes no manifesto iniciaram uma negociação com a Polícia Militar, que pedia a desobstrução e liberação da avenida. Após alguns minutos de conversa tranquila entre as partes, ficou acertado que os manifestantes abririam uma pista de cada lado. Com a promessa cumprida, os veículos começam a trafegar entre São Vicente e Santos. 
Sem ônibus na entrada de Santos, passageiros também foram impedidos pelos manifestantes de transitar nas proximidades do Cemitério do Saboó. Por volta de 6h34, apenas três pessoas que alegaram estar voltando para casa conseguiram furar o bloqueio. Um outro grupo foi impedido. A ordem na ocasião era impedir qualquer um de ter acesso ao Município.
Na Cônego Domênico Rangoni, bombas de efeito moral foram disparadas em direção aos manifestantes
(Foto: Rogério Soares)
 


Confrontos 
Na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que integra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a situação também não era difícil. Bombas de efeito moral, tiros de bala de borracha, corre-corre, mas felizmente nenhum ferido. A manifestação no local só não teve consequências mais sérias por uma questão de sorte, mas a estrada só foi liberada com o uso da força policial.

Por volta de 5h30, manifestantes bloquearam a pista sentido Guarujá na Altura do Km 268, logo depois do acesso a partir do Polo industrial de Cubatão e da Avenida 9 de Abril. Com pneus queimados espalhados pela pista, impediram a passagem até mesmo das motos e gritavam palavras de ordem contra o Governo e a Reforma Trabalhista.

A Polícia Militar foi ao local e houve a primeira tentativa de diálogo. Às 6h25 ficou acertado que a pista seria liberada às 6h40. No entanto, os manifestantes resistiram e, às 6h45, o batalhão de choque avançou com balas de borracha e bombas de efeito moral. Houve corre-corre e a imediata liberação da pista principal. Os manifestantes recuaram pela pista de acesso à rodovia, onde se dispersaram. Não houve feridos e o tráfego foi totalmente liberado.

Porto

No Porto de Santos, próximo ao Museu Pelé, estivadores também impediam a passagem de motoristas. No local, os ânimos ficaram acirrados e a Tropa de Choque da Polícia Militar chegou a lançar bombas de gás em direção aos manifestantes, na tentativa de que o grupo liberasse a pista.

E nem as cargas foram poupadas. Enquanto fugiam da PM, os integrantes da paralisação fizeram com que a soja de vários caminhões fosse despejada na pista.

Muitos dos terminais teve ausência de funcionários e a parte operacional foi parcial no início da manhã, mas foi se regularizando aos poucos. O principal problema foi a falta de amarradores nos terminais portuários públicos. Todas as manobras solicitadas à Praticagem foram atendidas.

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), pela manhã, o corredor de exportação de grãos da Ponta da Praia permaneceu com as operações paradas. No Termag, o serviço foi feito parcialmente.

A empresa de terminais Santos Brasil realizou operações com 33% de funcionários vinculados. Já a Brasil Terminal Portuário concluiu o trabalho de embarcação às 6h30 operações de embarcação às 06h30. Nos demais terminais, tudo transcorreu normalmente.
Trabalhadores também bloquearam acesso ao Porto de Santos (Foto: Carlos Nogueira)
Já em direção ao Centro de Santos, onde uma manifestação estava programada para acontecer na Praça Mauá, um novo confronto. Dessa vez entre trabalhadores portuários e a Polícia Militar. Durante o confronto, trabalhadores foram atingidos com balas de borracha. Nove homens foram detidos e encaminhados ao 1ºDP. 
Somente depois de meio-dia, parte das lojas que estavam com as portas fechadas retornaram às atividades e o transporte coletivo, que também estava paralisado, retornou ao funcionamento gradativamente.

Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou que atuou durante as manifestações para garantir a ordem pública e segurança da população.

Segundo a corporação, em alguns pontos foi possível negociar e liberar as vias para garantir o direito constitucional de transitar das pessoas. Em outros foi necessário o emprego de medidas para cessar atos de violência com o uso moderado da força, e detenção de pessoas por seus atos criminosos.

Ao todo, nove pessoas foram detidas, sendo quatro delas por cortarem as mangueiras de ar de caminhões, provocando a imobilização destes veículos nas vias. Um cavalo e um cão da Polícia Militar também ficaram feridos.
Trabalhador ficou ferido durante os protestos em Santos (Foto: Carlos Nogueira)

 

Manhã de protestos em Santos termina com feridos e nove detidos Reviewed by DestakNews Brasil on 20:54 Rating: 5
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