Como de costume, o balanço financeiro de 2016 do Atlético foi aprovado com unanimidade pelo Conselho Deliberativo do clube. Em reunião na Sede de Lourdes, na noite de segunda-feira (25), os conselheiros alvinegros deram sinal verde para as contas apresentadas pela Diretoria Executiva do clube, no exercício do ano passado.
O que chamou a atenção no relatório apresentado foi um lucro que não se via no Atlético desde 1993. Foram R$ 2,1 milhões de superávit, contra um déficit de R$ 12 milhões no ano retrasado. A arrecadação do Atlético rompeu a barreira dos R$ 300 milhões no ano passado. O lucro só não foi maior pois houve também aumento dos gastos. 
O faturamento foi de R$ 316 milhões, sendo que a principal fonte de receita do Atlético é a venda de direitos de transmissão dos jogos para a TV Globo, que pagou ao Galo um total de R$ 129 milhões. Além disso, o Galo recebeu R$ 78,5 milhões, sendo a principal delas de Jemerson, vendido ao Monaco em janeiro por 11 milhões de reais, dos quais o clube ficou com 60% (R$ 29 milhões). 
No quadro de despesas, houve um crescimento considerável no pagamento de salários e direitos de imagem dos atletas. Enquanto o Atlético pagou um total de R$ 88,5 milhões em 2015, teve de desembolsar R$ 124,7 milhões no ano passado (R$ 10,3 milhões por mês). O clube ainda pagou mais de R$ 30 milhões em dívidas fiscais, o "calcanhar de aquiles" dos débitos alvinegros. 
O Galo, apesar de ter arrecadado R$ 28,5 milhões só de bilheteria dos jogos, registrou no documento apresentado ao Conselho que a parceria com a LuArenas, administradora do Independência, não apresentou, assim como em todos os outros anos da sociedade, "lucro operacional", tendo em vista que o Atlético tem direito a 50% de todo o lucro registrado pelo consórcio, que quer ampliar o Independência justamente alegando cenário negativo nos cofres.