Foguetes, bandeiras e um Mineirão pintado de azul, preto e branco como há quatro anos não se via. 

Hoje em Dia
Torcedores de Cruzeiro e Atlético dividindo o estádio e fazendo uma enorme festa. Prêmio para Belo Horizonte, uma cidade que respira futebol e que viu o lado celeste da força sair mais feliz com a vitória da Raposa por 1 a 0 sobre o Galo, em um clássico que teve de tudo: tensão, catimba, expulsão e o mais importante, teve festa.
Belo Horizonte foi brindada com um grande clássico na noite desta quarta-feira, e nem mesmo o fato de Cruzeiro e Atlético estarem apenas no início da temporada afetou tanto o quesito técnico do jogo. De uma forma geral, dentro de campo se viu dois times lutando muito em busca da vitória.

Com um bom público, Até para os jogadores o clima de um Mineirão dividido era diferente. Enquanto as bandeiras tremulavam, o peito estufava e o grito saia da garganta dos torcedores, fosse pelo “Gaaaaalo” ou “Zeeeeerooo”, os jogadores buscavam as melhores jogadas em campo. O Cruzeiro se apresentava melhor, tinha mais posse de bola, enquanto o Atlético mostrava dificuldade para sair jogando.
A Raposa encaixou o seu jogo e dessa forma tornava as coisas mais difíceis para o Galo, que durante a primeira etapa ficou muito acuado em seu campo defensivo. Pressionado, o time alvinegro cometeu muitas faltas e o volante Yuri, amarelado aos 20 minutos, deixava o torcedor apreensivo a cada dividida. Tanto que o jogador sequer voltou para o segundo tempo, substituído por Ralph 
Jogando mal , não demorou muito para o Atlético levar um golpe. Aos 27 minutos, um lançamento em profundidade pegou a defesa alvinegra desmontada e desprevenida. Nem mesmo os 1,94m de  altura de Felipe Santana foram suficientes para impedir que a bola chegasse limpa aos pés de Arrascaeta. O uruguaio, que terminou 2016 em grande fase e começou muito bem esta temporada, driblou Geovanni e estufou o barbante atleticano. Explosão azul e branca no Mineirão, festa cinco estrelas com direito a bandeirão e muitas luzes do aplicativo “Stroboled” iluminando o estádio por meio dos smartphones cruzeirenses.
O gol deu uma desanimada nos atleticanos, que seguiram com bastante dificuldade para armar jogadas ofensivas e não mostrava conexão entre os seus setores, principalmente o meio e ataque.
Apesar da inexperiência em grandes jogos, já que nunca havia apitado um clássico entre Raposa e Galo ou jogo de grandeza de uma Série A do Campeonato Brasleiro, o árbitro Wanderson Alves de Souza controlou bem os ânimos dos atletas no primeiro tempo. Distribuiu cartões e marcou faltas de forma coesa. 
De forma inteligente, já que estava à frente no placar, a Raposa mais astuta “cozinhava o adversário”. Se durante 40 minuto houve uma maior busca pelo ataque por parte do Cruzeiro, nos minutos finais o Atlético até esboçou mais vontade. Entretanto, não dava tempo de mais nada.
O intervalo do jogo serviu para o Atlético dar uma afiada nas esporas, e ficou evidente que o técnico Roger Machado deu uma chacoalhada em seus jogadores. É que o Galo voltou mais elétrico para o segundo tempo e o ímpeto em campo contagiou o torcedor nas arquibancadas. 
Aquele cenário de pressão cruzeirense do primeiro tempo já não existia, tanto que os atleticanos seguravam de forma mais ostensiva a bola no campo de ataque. Bastava ao Cruzeiro nesse momento se defender, já que o time cinco estrelas sentiu um pouco a saída de Henrique, mas entrosado que Hudson, seu substituto. 
Mas, nem mesmo a superioridade atleticana na segunda etapa impediu que o tabu de quase dois anos fosse quebrado. O Galo perdeu e a derrota amplia a sequência negativa do clube, que não vence o Cruzeiro desde 2015. E essa marca só poderá ser quebrada, quem sabe, no próximo clássico, marcado para o Campeonato Mineiro.