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Cinquenta Tons Mais Escuros: ''De erótico, o filme é um vexame'', diz crítico de cinema

09/02/2017

''Houve momentos onde a plateia gargalhava de situações ridículas'', afirma Rubens Ewald Filho

A Tribuna

Casal protagonista é interpretado por Dakota Johnson e Jamie Dornan (Foto: Divulgação)

O anterior Cinquenta Tons de Cinza já teve o desprazer de ter sido escolhido quase unanimemente o pior filme do ano retrasado (2015). Mas saímos todos dele na certeza de que a Universal tendo feito tamanho sucesso de bilheteria apesar de tudo, iria aprender a melhorar e fazer um filme verdadeiramente erótico para valer. Ou, ao menos, com certa paixão e fogo. Mas não foi isso que sucedeu.
Mudaram o diretor (Sam Taylor Johnson, que era patético) por outro antigo mas de boa reputação, James Foley de Sucesso a qualquer preço e a série House of Cards. Mas o coitado deve ter esbarrado na fúria puritana dos norte-americanos, porque o filme ficou se não igual, ainda pior.
Houve momentos onde a plateia gargalhava de situações ridículas e, pior ainda, quando colocam no fim dos letreiros um rápido trailerzinho anunciando o casamento que deve acontecer no filme seguinte.  
Por enquanto, a produção lucrou
US$ 22 milhões (Foto: Divulgação)
Na verdade, eu não vejo saída. O galã Dornan é um loirinho aguado e de corpo trabalhado, mas que não é ator nem aqui nem na sua natal Irlanda.

Embora tivesse que fazer papel de mau, um tarado que tenta lidar com os traumas da família e passado, procurando fazer sexo violento e, digamos, criativo (nunca se vê nada disso, na primeira hora nada acontece, só papo furado e, depois disso, tem uma bola, que é colocada em determinado lugar feminino, mas também sem maior impacto).
Há uma outra sequência de sexo do casal, porém nada que qualquer filmezinho francês se canse de repetir. Ou seja, sexualmente, o filme é uma pobreza (visualmente tem certa categoria de direção de arte de interiores e externas em Seattle, mas nada que fique para a Historia). 
Os coadjuvantes conseguem ser ainda piores com a veterana Kim Basinger reaparecendo transtornada pelas plásticas, numa ponta miserável. Mas o roteiro desta vez é ainda pior, lembrando telenovelas (acredita que tem até um helicóptero que sem mais nem menos começa a cair?!? Isso para não falar de um rival apaixonado pela heroína que também é coisa de mexicano!).  
Filme é baseado no livro homônimo da autora britânica E. L. James (Foto: Divulgação)
Mais canastrona mesmo é a protagonista Dakota Johnson (que é filha de celebridades, Don Johnson e Melanie Griffith, e neta de Tippi Hendren dos filmes de Hitchcock). Totalmente displicente, com um cabelo despenteado horrível, não chega a ser nem especialmente bonita, nem quando tira a roupa (o que também é muito raro). 
Na verdade, de erótico o filme é um vexame, como drama romântico é ainda mais triste. Rendeu US$ 530 milhões no mundo todo, enquanto este aqui, por enquanto, US$ 22 milhões no mundo todo também! Será que a gente é otário de cair nessa de novo?

 

Cinquenta Tons Mais Escuros: ''De erótico, o filme é um vexame'', diz crítico de cinema Reviewed by DestakNews Brasil on 12:11 Rating: 5
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