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Cidades do Centro-Oeste de Minas têm vagas de emprego 'encalhadas'

30/01/2017

Ofertas não viraram cargo em Divinópolis, Pará de Minas e Nova Serrana.
Sedese informa opções e diz que baixos salários levam ao desinteresse.

Fonte:G1

Candidatos preenchem cadastro na UAI em Divinópolis: cidade fechou 2016 com 154 vagas que não viraram novos empregos (Foto: Reprodução/TV Integração)

Algumas vagas oferecidas ao longo de todo o ano de 2016 pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine) em Divinópolis, Pará de Minas e Nova Serrana não foram preenchidas. Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) mostra quais são essas opções. Segundo o órgão, baixos salários favorecem o desinteresse pelos cargos.
O posto da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) em Divinópolis ofereceu 1.194 vagas de emprego em 2016, das quais 154 não foram preenchidas.
Dentre os cargos disponíveis que não atraíram um candidato sequer estão os de preparador, cortador e costurador de calçados; marceneiro; empregado doméstico arrumador; motociclista para transporte de documentos e pessoas; atendente de farmácia, carpinteiro, educador social e técnico em segurança no trabalho.
Fábrica de calçados em Nova Serrana (Foto: TV Integração/Reprodução) 
Indústria calçadista lidera geração de empregos em
Nova Serrana (Foto: TV Integração/Reprodução)
Nova Serrana
Já Nova Serrana acumulou saldo de 791 ofertas ao longo do ano. Dessas, 216 ficaram sem virar contrato.

Operador de caixa, repositor de mercadorias, fiscal de loja, cobrador de transporte coletivo, desossador, auxiliar de manutenção predial, operador de pá carregadeira, nutricionista, técnico em saúde bucal e chefe de cozinha foram alguns dos cargos sem preenchimentos. 
Pará de Minas
Terceira cidade da pesquisa encomendada pelo G1, Pará de Minas teve 526 vagas oferecidas no Sine, das quis 169 não foram preenchidas.

As opções deixadas de lado incluem as funções de farmacêutico, zootecnista, cartazeiro, queijeiro, garagista, gerente de riscos, pedagogo, engenheiro de produção,  desenhista industrial de produto de moda e topógrafo.
Carteira de trabalho (Foto: Heloise Hamada/G1)Levantamento mostra que muitas vagas são ignoradas (Foto: Heloise Hamada/G1)
Razões
Dentre os motivos que levaram ao não preenchimento de tantas vagas, a Sedese cita mudanças no perfil das vagas ofertadas pelos empregadores: exige-se mais qualificação dos trabalhadores, se antes uma vaga era de ensino fundamental, hoje é exigido ensino médio.

Assessora da secretaria, Berenice Martins disse ao G1 que os valores dos salários oferecidos também levam ao não preenchimento das vagas. "Devido ao aumento de custos como energia elétrica e água, empregadores estão diminuindo o quadro de funcionários ou trocando por funcionário com salário inferior, na tentativa de equilíbrio do orçamento", explicou.

Em muitas das vezes as vagas oferecidas são inferiores ao valor de mercado do profissional. Isso também favorece o desinteresse do trabalhador.
"Percebe se que hoje no mercado existem pessoas mais qualificadas com menos opção de emprego", concluiu Martins.

 

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