AnuncioTop

Ultimas Notícias

recent

Prefeitos de Minas Gerais querem nova eleição

20/12/2016

Pesquisa da AMM mostra que 51% dos eleitos em Minas defendem novo pleito antes de 2018

O Tempo

Pessimismo. Antônio Andrada vê resultado como descrença na capacidade do governo de superar a crise

Pesquisa divulgada nessa segunda-feira (19) pela Associação Mineira dos Municípios (AMM) mostra que a maioria dos prefeitos eleitos de Minas Gerais e que tomarão posse em janeiro de 2017 é a favor da antecipação das eleições presidenciais como medida para superar as crises política e econômica do país.
O levantamento foi feito de 12 a 16 de dezembro. Foram ouvidos 204 prefeitos eleitos/reeleitos, sendo que 51% dos entrevistados são favoráveis à antecipação das eleições previstas para 2018, 36% disseram ser contra, e 13% não responderam.
O presidente da AMM e prefeito de Barbacena, Antônio Carlos Andrada (PSB), vê o resultado “como uma demonstração do elevado nível de descrença dos futuros gestores na capacidade do governo federal de superar as crises econômica, política e ética que pairam sobre o país”.
O resultado vai ao encontro da pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada semana passada, que mostrou que 63% dos brasileiros defendem a renúncia do presidente Michel Temer para que sejam realizadas eleições diretas.
Entretanto, a atual legislação estabelece que o processo de escolha de um novo presidente e de seu vice ocorra de maneira indireta, em caso de cassação dos ocupantes dos dois cargos na segunda metade do mandato, ou seja, a partir de janeiro de 2017. Nesse caso, o Congresso comanda todo o trâmite.
Uma solução seria a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada na semana passada pelos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Miro Teixeira (Rede-RJ) e que propõe a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para realizar uma reforma política e eleitoral. Porém, há pouca chance de ela ser levada adiante, avaliam parlamentares e juristas.
Apesar de Rosso ter conseguido as 172 assinaturas necessárias para apresentar a PEC, o tema não tem encontrado respaldo no Congresso. O líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), acredita ser “muito difícil” que a ideia prospere. Para o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), o momento é “inoportuno” e a iniciativa pode aumentar o clima de instabilidade do país.
Já para o jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido do impeachment de Dilma, a ideia apresentada por Rosso “parece inconstitucional”. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), acredita que essa ideia poderá ganhar fôlego se a crise se agravar.
Constituição
Saída. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto defendeu que a saída para a crise deve ser pela Constituição, não pela modificação dela.


Apoio tucano

Reunião. Na manhã dessa segunda-feira (19), o presidente Michel Temer recebeu o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Palácio do Planalto. No encontro, o tucano reafirmou o apoio do partido ao governo federal, mesmo diante da resistência do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
Garantia. Na conversa, o peemedebista também garantiu ao tucano que pretende indicar o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA) para a Secretaria de Governo, mas apenas após a eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, em fevereiro.


Em cadeia nacional

Discurso contra impopularidade

BRASÍLIA. Na tentativa de reverter a queda nos índices de popularidade, o presidente Michel Temer discute fazer um pronunciamento público no final deste ano em cadeia nacional de rádio e televisão. O objetivo é fazer um resumo dos sete meses em que está à frente do Palácio do Planalto e, como definiu um assessor presidencial, dar a versão do presidente sobre sua própria administração.
Em conversas reservadas, o peemedebista tem se incomodado com a cobertura dos veículos de imprensa sobre propostas como o teto dos gastos públicos e a reforma previdenciária, apontada como um dos motivos da baixa aprovação.
No discurso que tem sido elaborado no Planalto, o presidente ressaltaria a importância das medidas de ajuste fiscal para equilibrar as contas do país e retomar a geração de emprego em médio prazo.
Ele também faria questão de lembrar que pegou uma “herança maldita” do governo anterior e que, pelo tempo que está à frente da administração federal, não haveria como solucionar em curto prazo os problemas do país.
A ideia de convocar a cadeia nacional também tem sido defendida ao presidente por integrantes da base aliada, em uma tentativa de criar um discurso público único em defesa da aprovação da reforma previdenciária.
Buzinaço. No Palácio do Planalto, contudo, há assessores e auxiliares presidenciais contrários a um pronunciamento público. Na avaliação deles, ele apenas estimularia protestos contra o governo federal, entre eles “panelaços” e “buzinaços” durante a transmissão do discurso.
As alternativas são uma entrevista coletiva ou um café da manhã com jornalistas. O presidente quer ressaltar que foram aprovadas medidas importantes, como o novo marco regulatório do pré-sal e a reforma do ensino médio.
A última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, mostrou que a popularidade do presidente despencou desde julho, acompanhada da queda na confiança na economia a níveis pré-impeachment de Dilma Rousseff.
O levantamento foi feito antes da revelação de delação premiada de um ex-executivo da Odebrecht, na qual o presidente foi citado 43 vezes.
 

Prefeitos de Minas Gerais querem nova eleição Reviewed by DestakNews Brasil on 10:23 Rating: 5
Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.