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Em ato contra PL, policiais e bombeiros fizeram 'operação tartaruga'

Entre 2.000 e 3.000 militares paralisaram as atividades nesta terça para protestar contra projeto que trata da renegociação da dívida do Estados

O Tempo

Militares comemoram aprovação de projeto de lei com diminuição das exigências previstas inicialmente

Entre 2.000 e 3.000 militares paralisaram as atividades durante a manhã desta terça-feira no Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) e nos 39° e 41° batalhões da Polícia Militar, segundo A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares (Aspra).
Mesmo depois de o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, ter garantido que não haveria greve e ter afirmado que o projeto seria votado sem as exigências que motivaram o protesto dos policiais, cerca de 15 mil servidores, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Polícia Civil e agentes do Sistema Prisional, ficaram reunidos  em frente ao Comando da Polícia Militar, na Praça da Liberdade, em vigília à espera da votação da Proposta de Lei Complementar (PLP) 257, que foi aprovada no Congresso Nacional, mas sem as exigências inicialmente previstas.
O grupo protestou contra a medida, que tratava da renegociação da dívida dos Estados, e que, segundo as categorias, ocasionaria cortes em benefícios de servidores públicos.
O protesto começou por volta das 10h na praça da Assembleia e seguiu em direção à praça da Liberdade. O grupo ficou reunido no local cerca de cinco horas e só saiu depois que foi aprovado no Congresso a retirada de parte do texto sobre medidas que afetariam os servidores.
Ainda segundo Bahia, mesmo após o retorno das atividades no início da tarde, os militares fizeram uma espécie de "operação tartaruga". "Muitas ocorrências foram postergadas. Cerca de 1.000 ocorrências deixaram de ser atendidas. A orientação agora é que todos voltem ao atendimento normal. Mostramos nossa força diante dessa injustiça. Os servidores não têm que pagar por uma má administração do governo", afirmou.
Com paralisação de 100% da corporação em todo o Estado, 90%  das ocorrências registradas na Polícia Civil não foram atendidas, segundo o presidente do Sindpol-MG, Denilson Martins. "Até amanhã, tudo será normalizado. Mas a manifestação de foi uma vitória contra esse pacote perverso, que afetaria todas nossas conquistas durante os 30 anos", destacou.
Sem um balanço de quantas atividades deixaram de ser atendidas, o Corpo de Bombeiro atendeu somente chamadas de emergências. Para o presidente da Associação de Servidores do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, Alexandre Rodrigues, a manifestação foi uma vitória dos servidores. "Estávamos correndo risco de perder nosso maior benefício, que é a aposentadoria, e seriamos eternamente escravos. Agora, vamos seguir e continuar lutando para que o governo não nos prejudique", pontuou.
No entanto, de acordo com o chefe da sala de imprensa da corporação, capitão Flávio Santiago, apesar do movimento, as operações e o atendimento funcionaram normalmente à população. "Houve uma falha de comunicação pela manhã, mas tudo funcionou normalmente. Os militares trabalharam e trabalharam muito. Tivemos a presença de militares de folga e de férias no protesto, entretanto a manifestação pacífica e ordeira beneficiou a todos funcionários públicos do país. Foi um recurso e um recado importante de Minas para que esses projetos que são votados na calada da noite tenham uma maior observância de estudo, ressaltando os aspectos importantes de cada profissão", explicou.
 

Em ato contra PL, policiais e bombeiros fizeram 'operação tartaruga' Reviewed by DestakNews Brasil on 22:39 Rating: 5
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