Vigilância Sanitária em Formiga alerta sobre alimentos de fábrica interditada

Órgão diz ter sido informado pelo IMA sobre interdição por irregularidade.
O portal G1 aguarda respostas do IMA; fábrica Prainha diz que vai processar.

G1

A Vigilância Sanitária Municipal (VSM) de Formiga divulgou uma nota na tarde desta quinta-feira (3) na qual afirma que os alimentos produzidos pela Fábrica de Doces e Laticínios Prainha Ltda. após o dia 22 de fevereiro de 2016 não devem ser consumidos, mesmo se estiverem no prazo de validade. O órgão afirma que o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) interditou a unidade de produção, instalada na região conhecida como Alto da Praia.
O G1 enviou e-mail ao IMA com perguntas sobre a interdição da fábrica, motivo e a data da verificação da anormalidade, mas ainda não teve resposta.
O presidente da empresa, Baltazar José da Silva, disse que houve um equívoco por parte da Vigilância Sanitária Municipal e que pretende adotar medidas legais cabíveis. "O problema que tivemos foi com documentação. Mais especificamente com o alvará de funcionamento. Mas já resolvemos isso e tudo está regularizado", afirmou.
Baltazar também disse que todos os funcionários da Fábrica de Doces e Laticínios Prainha Ltda. trabalham uniformizados e a empresa nunca teve problema relacionado a higiene no processo de produção. "Outro detalhe a ser observado é o fato de que o prazo de validade de alimentos derivados de leite não dura nem 30 dias. Por isso nossa produção é diária e os produtos estão sempre fresquinhos. A empresa tem 30 anos de mercado. Foram três décadas trabalhando para construir uma marca de respeito no mercado que eles, com essa divulgação que fizeram, podem destruir em menos de 24 horas", afirmou.


Leia a íntegra da nota divulgada pela VSM
"A Vigilância Sanitária Municipal foi informada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária através do ofício número 012/2016 que a Fábrica de Doces e Laticínios Prainha, desde o dia 22/02/2016 foi interditada. A Vigilância Sanitária Municipal notificou a empresa e deu prazo para que a mesma tomasse as devidas providências de regularização. Como a regularização não foi realizada, os produtos fabricados a partir dessa data não devem ser consumidos, mesmo estando dentro do prazo de validade. Assim que empresa se regularizar informaremos à população".