Suspeito de provocar incêndio em empresa em Belo Horizonte é preso pela PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu o suspeito de um incêndio criminoso, que gerou prejuízo estimado em R$ 1 milhão a uma empresa de materiais para eventos, situada no bairro Rio Branco, região de Venda Nova, em Belo Horizonte. O cumprimento do mandado de prisão preventiva em desfavor de José Oneildo Ferreira Lima, de 60 anos, se deu no último dia 17 de novembro, em Juiz de Fora. Com esse procedimento, além dos demais realizados durante a investigação, o inquérito policial que apurou o fato ocorrido no dia 4 de novembro de 2015 é concluído e será remetido à Justiça nos próximos dias.

Divulgação PCMG

Delegado Leonardo Estevam



De acordo com o delegado de polícia responsável pelo caso, Leonardo Estevam, o incêndio começou por volta de 4h30, inicialmente, em um caminhão baú e se alastrou por todo o galpão do estabelecimento localizado na Rua Érico de Veríssimo. Segundo as proprietárias da empresa, que são ex-esposa e filha do investigado, o principal suspeito seria José Oneildo. “Elas nos relataram que o acusado esteve na referida empresa em data anterior ao fato, por volta das 12h, exigindo certa quantia em dinheiro, e, caso não viesse a receber, ameaçou atear fogo em tudo. Diversas testemunhas confirmaram a versão das vítimas”, informa o delegado.
                                                                                                                                                                    Divulgação PCMG

Danos provocados pelo incêndio


Ainda segundo Estevam, o resultado do laudo pericial apontou que o incêndio teria sido criminoso e com os demais elementos obtidos com a investigação levaram a PCMG a  representar pelo mandado de prisão preventiva contra José Oneildo. “O suspeito encontrava-se foragido, em local incerto e não sabido, contudo, após exaustivos trabalhos investigatórios a equipe de policiais logrou êxito na localização dele, estando o mesmo residindo e trabalhando na cidade de Juiz de Fora”, conta ao acrescentar que o suspeito nega a autoria.
                                                                                Divulgação PCMG

Preso


Os investigadores se deslocaram de Belo Horizonte para o cumprimento do mandado na cidade da Zona da Mata e foi feita a condução do acusado até a unidade policial na capital, que apurou o caso, para a realização das diligências pertinentes e o encaminhamento dele ao sistema prisional. O delegado de polícia Marcelo Mandel, que supervisionou a investigação, explica que o suspeito será indiciado pelo crime de incêndio previsto no artigo 250 do Código Penal. A pena é de três a seis anos de reclusão e multa, podendo ser aumentada em um terço, por ter sido provocado em “estaleiro, fábrica ou oficina”, conforme a lei.