Santos vence Ponte Preta de virada e garante vaga para a Libertadores

Peixe virou jogo contra a Macaca nos minutos finais, com Copete

A Tribuna

Copete marcou gol da virada (Foto: Reprodução/SFC)

Antes mesmo de começar o difícil duelo contra a Ponte Preta, em Campinas, o Santos já havia enfrentado um obstáculo extracampo: a alteração da data do jogo, que saiu das 21h do último sábado para às 11h deste domingo (6). O clube alegou, assim que foi comunicado da mudança, que não estava preparado para jogar pela manhã. Esta polêmica decisão foi tomada visando evitar o encontro de ponte-pretanos e torcedores do Guarani, que na noite anterior disputavam a grande final da Série C. 
Trajando uniforme com os dizeres "faltou respeito" no lugar do nome dos jogadores, em claro sinal de protesto contra a decisão da CBF em cima da hora, o clube da Vila Belmiro foi a campo sabendo que dependia apenas das próprias forças para assumir a vice-liderança do campeonato. O Flamengo, afinal de contas, havia empatado com o Botafogo, o que o fez estacionar nos 63 pontos - o Peixe tinha 61.
A tão esperada vitória, que elevaria o Peixe ao patamar de concorrente direto do Palmeiras ao maior troféu do futebol brasileiro, com muito sofrimento e nos minutos finais da partida, acabou vindo. William Pottker marcou para a Ponte no primeiro tempo, enquanto que no segundo Ricardo Oliveira e Copete foram responsáveis pela virada - o gol do colombiano foi marcado nos minutos finais da partida.
Com a vitória, o Santos pulou para a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, ficando um ponto à frente do Flamengo, agora terceiro colocado. A diferença para o líder Palmeiras, que enfrenta o Internacional às 17h deste domingo, é de apenas três pontos. A vitória também credenciou o Peixe a disputar a Libertadores do ano que vem, já que o Corinthians, 7º colocado, já não pode mais alcançá-lo. Já a Ponte Preta estacionou na 10ª colocação, com 45 pontos.

Gol de Copete colocou o Santos na vice-liderança do Campeonato Brasileiro (Foto: Reprodução/Santos FC)
O jogo
As duas equipes começaram a partida se estudando bastante, trocando muitos passes no meio de campo e sem explorar alguma jogada de maior efeito. Trajando seu uniforme de número 3, o Santos teve a primeira oportunidade aos cinco minutos, com Ricardo Oliveira: após cruzamento de Victor Ferraz, o artilheiro santista emendou de primeira, mas teve o chute cortado por João Victor.
Após o primeiro lance de perigo, o Peixe passou a explorar mais o campo da Macaca, adiantando sua marcação e espremendo o adversário em sua retaguarda. Zeca e Victor Ferraz eram presença constante no campo de ataque, sempre colaborando na articulação com Renato e Thiago Maia. Aos 15 minutos, o lateral-esquerdo do Santos conseguiu bom corte pelo meio e encontrou Vitor Bueno na área; cruzou, mas o meia não alcançou a bola.
Aos poucos o Santos mostrava que crescia no jogo, mas, aos 20 minutos, tomou um balde de água fria: David Braz tentou cortar ataque puxado pela Ponte Preta e derrubou Wendel na área. William Pottker foi para a cobrança e deslocou Vanderlei, abrindo o placar em Campinas. Braz ainda levou amarelo pela penalidade.
O Peixe fez questão de mostrar que não sentiu o golpe e, dois minutos depois do tento da Macaca, puxou com Vitor Bueno ataque perigoso pela meia cancha. O artilheiro do Peixe no Brasileirão deu belo lançamento para Copete, que chutou forte, longe do gol de Aranha. Foi a última chance clara do primeiro tempo que, depois da parada técnica, teve como essência apenas o toque de bola.
Na segunda etapa a postura do Peixe foi completamente diferente. Os comandados de Dorival Júnior voltaram com estilo de jogo mais ofensivo, sentindo a necessidade de empatar e até virar o jogo para ainda ter chances reais de título. O clube, como no começo do jogo, empurrou a Macaca para seu campo, mas pecava no último passe.
Foi quando, aos 19 minutos, o dedo de Dorival Júnior fez a diferença. Vendo que Vitor Bueno estava fortemente marcado e visando dar mais mobilidade ao meio de campo, o comandante alvinegro resolveu tirá-lo, colocando Leo Cittadini no lugar. E o resultado foi imediato: segundos depois de entrar, o meia recebeu bom passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha fez boa defesa, mas deixou rebote nos pés de Ricardo Oliveira, que não desperdiçou.
A Ponte Preta acusou o golpe e, conforme o tempo passava, cada vez menos trocava passes no seu campo de ataque. O Santos, aproveitando o baque do adversário, seguiu o esmagando em seu campo, procurando brechas para penetrar na defesa e tentar matar a partida. Aos 24 minutos David Braz teve a chance de se reconciliar: após mais um rebote dado por Aranha, depois de chute forte de Copete,  o zagueiro recebeu livre, com gol aberto, mas literalmente pisou na bola.
O Peixe seguiu pressionando a Ponte, até que aos 43 minutos o tão aguardado gol da virada saiu. Leo Cittadini recebeu dentro da área e tocou na saída de Aranha. A bola, que ia saindo, foi recuperada por Copete que, em posição legal, a colocou para o fundo das redes, para explosão da torcida santista nas arquibancadas do Moisés Lucarelli e também na cidade de Santos.