Processo de Galileu é retirado da pauta de julgamentos do TSE

Apreciação seria nesta quinta (17); não há nova data agendada.
Galileu foi o mais votado em 2016 e pode não ser diplomado.

 TSE retira julgamento de Galileu Machado
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou da pauta de julgamentos o processo do candidato mais votado nas eleições municipais de 2016 em Divinópolis, Galileu (PMDB). O julgamento sobre a situação política do candidato seria realizado nesta quinta-feira (17). O tipo do processo a ser julgado é o Recurso Especial Eleitoral (REE), mas o teor não foi divulgado pelo TSE. Não há uma nova data agendada.
GalileuTeixeira Machado, de 84 anos, teve o registro indeferido pelo TSE, que acatou o pedido de impugnação de registro de candidatura. Se conseguir reverter a decisão, será diplomado prefeito. Caso contrário, tendo em vista a Legislação Eleitoral, a cidade terá nova votação.
O juiz eleitoral Marcelo Salgado, que atua em Divinópolis, disse ao G1 que é normal algumas pautas serem retiradas do trâmite de julgamento, mas que possivelmente, uma nova data será marcada em breve.
Ele explicou ainda que quando ocorrer o julgamento, se o recurso do candidato no TSE não for aceito, ainda há a possibilidade de manejar embargos declaratórios. Caso os embargos não sejam providos, ele poderá ainda manejar recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Indeferimento
O TSE divulgou o indeferimento do pedido de efeito suspensivo do recurso de Galileu contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que indeferiu a candidatura. Por enquanto, o político não pode ser diplomado porque a candidatura continua indeferida. Galileu foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por descumprir um decreto lei de responsabilidade dos prefeitos em mandato anterior. O crime já prescreveu.

De acordo com o candidato, tratou-se de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) feita pela Câmara de Divinópolis, em 2001. "Eu tinha ganho as eleições em 2000. Logo no primeiro ano eles começaram a fazer uma CPI em toda a compra que ocorreu. Parece que houve um questionamento pela CPI. Após a conclusão, o acórdão da CJU disse que estava tudo de acordo com as normas, julgando improcedente o questionamento da Câmara e mandando arquivar o processo", declarou.

Juiz eleitoral Marcelo Salgado acredita que TSE julgue o caso de Galileu em 2016 (Foto: Ricardo Welbert/G1)
 

Fonte: G1