Posição fetal o salvou, diz tripulante sobrevivente de tragédia aérea

Erwin Tumiri explica que procedimento indicado em casos de acidente teria amenizado o impacto da queda da aeronave

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A aplicação do protocolo de segurança determinado para casos de acidentes aéreos foi o que salvou o boliviano Erwin Tumiri, um dos tripulantes do avião em que estava a delegação da Chapecoense, acidentado nessa terça-feira. Em entrevista ao jornal boliviano La Razón, o comissário de bordo contou que utilizou a posição fetal com uma mala entre as pernas, indicada para momentos como aquele. Segundo ele, o procedimento amenizou o impacto da queda e resultou em sua sobrevivência.
Tumiri explica que ao contrário dele, a maioria das pessoas presentes no voo, porém, não conseguiram fazer o mesmo. Ele revela que, em pânico, muitos ficaram de pé no momento do acidente.
“Com a situação de pânico, muitos se levantaram dos assentos e começaram a gritar. Coloquei umas malas entre as pernas e fiquei na posição fetal, recomendada para acidentes”, relatou o comissário. Além dele, entre os tripulantes a única sobrevivente foi a assistente de bordo Ximena Suárez.
A tragédia com a aeronave que levava o time catarinense para o primeiro confronto da final da Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, que estava marcado para esta quarta-feira, resultou em 71 morto e apenas seis sobreviventes. Os outros quatro foram os jogadores Neto, Follmann e Alan Ruschel e o jornalista Rafael Henzel.