Polícia faz buscas com padrasto onde menina estaria enterrada na zona rural de Carmo da Mata/MG

Policiais foram levados ao local pelo suspeito nesta quarta-feira (16).
Ana Clara desapareceu há quatro dias em Carmo da Mata.

A Polícia Civil faz buscas nesta noite de quarta-feira (16) em uma fazenda na zona rural de Carmo da Mata. Segundo as primeiras informações confirmadas ao G1, o local teria sido apontado pelo padrasto de Ana Clara Pereira Gonçalves, de cinco anos, como sendo o ponto onde ele teria dispensado o corpo da enteada. Os investigadores ainda estão no local. A menina está desparecida há quatro dias em Carmo da Mata. O padrasto da menina tem 27 anos e teve uma ordem de prisão decretada pela Justiça por ter sido apontado como o principal suspeito pelo desaparecimento da enteada.
O bombeiro civil Sebastião Silveira disse que alguns relatos apontaram a possibilidade de a criança estar na propriedade rural. "Nós tínhamos informações de que ele tinha acesso ao local. Tem parentes dele aqui. Resolvemos vir aqui porque é um lugar que ele conhece. Então, era possível que a criança estivesse aqui. Infelizmente nós olhamos e não achamos nada".
Participaram da operação nove bombeiros civis e algumas pessoas que conhecem a família da menina e se dispuseram a atuar de forma voluntária nas buscas.
Resolvemos vir aqui porque é um lugar que ele conhece. Então, era possível que a criança estivesse aqui. Infelizmente nós olhamos e não achamos nada.
Sebastião Silveira, bombeiro civil
"Nós tomamos as dores. Sou mãe, tenho filha, conheço a Ana Clara e a Marciana. Como mãe, meu coração me trouxe aqui e eu vou procurar aonde for preciso", disse a balconista Cristiane Aparecida da Costa.
A técnica em enfermagem Daniela Piaça também ajudou nas buscas. "A esperança é a última que morre, mas os indícios estão confusos. A gente não tem nem para onde ir. Estamos andando sem direção e não achamos nada", reclamou.
O pai da menina desaparecida, Crispim Gonçalves Viana Neto, também participou. "Onde tiver pistas, a gente vai atrás. É isso. Já fomos à lagoa e olhamos", disse.
O radialista José Wilson Alves da Silva é um dos voluntários empenhados nas buscas pela menina. Ele disse que informações desencontradas dificultam o trabalho. "Toda hora chega uma informação nova. São hipóteses que esperamos que nos levem no local certo. Estamos fazendo isso com nossos próprios recursos", declarou.
Ela se sentou e ficou emburrada porque eu não a deixei sair. Foi o último momento em que eu a vi, pois fui lavar roupa.
Marciana Pereira Cruz, mãe de Ana Clara
O sumiço
Ana Clara desapareceu por volta das 15h de sábado (12). Ela estava em casa com a mãe, o irmão mais novo e o padrasto. "Ela tinha me pedido para deixá-la ir brincar na casa de uma coleguinha e eu disse que não porque a mãe da colega eu não sabia se estava em casa ou se iria sair. Ela se sentou e ficou emburrada porque eu não a deixei sair. Foi o último momento em que eu a vi, pois fui lavar roupa", disse Marciana Pereira Cruz, mãe da menina.

Após a descoberta do sumiço da criança, Marciana e o companheiro foram levados à delegacia de Polícia Civil. O delegado percebeu algumas contradições no depoimento prestado pelo jovem. Por causa disso, ele foi preso temporariamente.
A investigação
Câmeras de segurança instaladas na rua da casa da garota registraram o momento em que o carro do padrasto passou na rua no horário em que a mãe afirma que a filha teria desaparecido. Quem conhece Ana Clara, não perde a esperança na localização dela.

Fonte: G1