Plasdil desmente boatos e nega demissões em Divinópolis/MG

Boatos circularam nas redes sociais dando conta  de que a empresa Plasdil, com sede em Divinópolis, encerraria atividades e demitiria cerca de 300 funcionários. A notícia porém foi desmentida pelo Presidente da FIEMG Regional, Afonso Gonzaga, após conversa com a diretoria da empresa.


A Plasdil se encontra em recuperação judicial desde o início do mês de novembro mas deixou claro que mantêm em funcionamento todas as empresas do grupo como  a fábrica, transportadora e lojas e afirma que não há perspectiva de demissões.
A recuperação judicial é uma medida  para evitar a falência de uma empresa. É pedida quando a empresa perde a capacidade de pagar suas dívidas. É um meio para que a empresa em dificuldades reorganize seus negócios, redesenhe o passivo e se recupere de momentânea dificuldade financeira.  A recuperação judicial é abordada no capítulo três da lei Lei de Falências e Recuperação de Empresas (LFRE), de 2005.
Em recuperação judicial, a  empresa mantém sua produção, o emprego dos trabalhadores e o interesses dos credores (que querem ser pagos), “promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica”, diz a lei.
A partir do pedido, a empresa tem 6 meses para tentar um acordo com credores sobre um plano de recuperação que definirá como sairá da crise financeira.Assim que entra com o pedido de recuperação judicial, a empresa precisa apresentar um processo para o juiz. O juiz analisa esse processo e se a documentação estiver completa e credores concordarem,  dá o despacho que autoriza a recuperação. O que já aconteceu no caso da Plasdil.
Agora a empresa  precisa apresentar um balanço mensal para prestar contas ao juiz e aos credores sobre o andamento da recuperação.  O administrador judicial nomeado pela Justiça funciona como intermediador entre a Plasdil, os credores e a Justiça. Caso a empresa não cumpra o que está no acordo, o juiz decreta a falência.

Fonte: Portal MPA