Médicos e funcionários do Risoleta Neves entram em greve neste domingo (13)

Categoria reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial; paralisação segue por tempo indeterminado e hospital funciona com quadro médico reduzido

O Tempo

Médicos e servidores do Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte, iniciaram neste domingo (13) uma greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica melhores condições de trabalho e salário. Mais cedo, os funcionários fizeram uma concentração na entrada de funcionários do hospital.
A decisão foi tomada na última quarta-feira (9) em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Congêneres de Minas Gerais (Sintappi-MG). Segundo representantes da categoria, a direção do hospital não apresentou propostas de reajuste salarial desde junho passado.

"Além dos reajustes dos trabalhadores não ser feito há quase dois anos, também fecharam setores no hospital, como a pediatria. Tivemos diversas negociações e tentativas de concialiação, mas nenhuma postura foi adotada pela direção", disse Eva Alcântara, diretora do Sintappi. Segundo ela, as dificuldades enfrentadas pela categoria gera consequências para a população atendida na unidade, principalmente as pessoas mais carentes.
No momento, o Risoleta Neves atua com quadro médico reduzido. De acordo com a assessoria do hospital, uma reunião entre a direção e a categoria foi realizada nesta manhã e decidiu que a escala mínima na unidade irá variar de acordo com a quantidade de pacientes atendidos.

Em nota, o Risoleta Neves informou durante a greve será mantido o atendimento aos casos de urgência e emergência e aos pacientes internados.
O Hospital Regional Risoleta Neves, localizado na zona Norte de Belo Horizonte, atende municípios da região Metropolitana da capital, como Ribeirão das Neves e Vespasiano. Mensalmente, cerca de 6 mil pessoas são atendidas no pronto-socorro da unidade. Ao todo, o hospital conta com mais de 340 leitos e ambulatórios de diversas especialidades. Em julho deste ano, a unidade encerrou o atendimento pediátrico por questões financeiras.