Filha emociona pai ao pedir que ele entre uniformizado em casamento em Espera Feliz/MG

Cerimônia foi realizada no último sábado (26), em Espera Feliz, na Zona da Mata do Estado

Crédito: Arquivo Pessoal

Michelle e o pai


Casar na igreja, de vestido branco, véu e grinalda, ainda é o sonho de muitas mulheres. E entrar na igreja acompanhada do pai é algo que faz parte da tradição das cerimônias de casamento. Para a auxiliar administrativa Michelle Azevedo Ribeiro Rosa, de 22 anos, esse ritual teve um significado ainda mais especial. Ela é uma das filhas do investigador de polícia Rogério da Silva Ribeiro, de 45 anos, e pediu que o pai a acompanhasse na entrada da igreja, no dia de seu casamento, vestido com o uniforme tático-operacional da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Michelle conta que a ideia surgiu quando ela e a madrasta discutiam detalhes do casamento e chegaram ao tópico de entrada na igreja. Ambas sugeriram que ele entrasse uniformizado. O pai, Rogério, estava junto quando a proposta foi concebida. “Acho que ele não esperava isso. É uma questão difícil, porque a polícia é muito criticada. Na hora ele ficou surpreso, mas aceitou, ficou feliz”, relata a noiva.
O marido de Michelle, Olavo Silva Rosa, de 34 anos, que trabalha como encarregado em uma empresa de café, também comprou a ideia. “Ele gosta muito do meu pai, então na hora topou”, conta ela. O casamento de Michelle e Olavo aconteceu no último sábado (26), em Espera Feliz, cidade que fica a 351 km de Belo Horizonte, na região da Zona da Mata do Estado.

Para o policial Rogério, o convite foi emocionante e ele não teve como negar. “Achei muito bacana a iniciativa, porque é a minha instituição, é com ela que eu sustento a minha família. Achei que eu devia ter essa atitude e me senti muito honrado”. Rogério, que foi soldado da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) durante seis anos, há 18 está na Polícia Civil. Ele é investigador de polícia nível II, lotado na Delegacia de Polícia Civil de Espera Feliz. O policial conta que a emoção foi ainda maior pelo fato de Michelle ser a primeira filha a se casar. Rogério é o único policial na família e pai de outras duas meninas, de 12 e 10 anos.

Michelle, que tem ainda outra irmã de quatro anos, por parte de mãe, relata, emocionada, que o fato foi uma realização para o pai. “É um serviço que ele gosta, e que, através dele, consegue manter a nossa família. Para mim foi uma honra também. Era uma vontade minha, ver o meu pai uniformizado junto comigo. Eu tenho orgulho do serviço do meu pai, então foi um dos motivos de eu ter feito esse pedido a ele.”


                                                                                 Crédito: Arquivo Pessoal
  


Michelle e o pai


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