A nova lista divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) mostra que Minas Gerais tem, agora, 90 locais de provas ocupados. Com isso, mais de 60 mil alunos no Estado terão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) adiado para os dias 3 e 4 de dezembro.

Em todo o país, o Ministério da Educação (MEC) decidiu adiar o teste em 364 escolas, institutos e universidades federais, o que vai atingir 240.304 estudantes. O número de afetados representa 2,79% do total de inscritos. Com a atualização, Minas Gerais tem o maior número de locais de provas ocupados.

De acordo com o Inep, os estudantes vão continuar sendo avisados por mensagens de texto e e-mail de que não farão a prova neste final de semana, dias 5 e 6. Os novos locais de prova serão divulgados posteriormente.

Para acessar a lista das escolas em que haverá o adiamento do Enem 2016 clique aqui.


Ocupações

As ocupações ocorrem em diversos estados do país. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo por meio de ocupações de escolas, universidades, institutos federais e, na noite desta quinta-feira (3), em Belo Horizonte, a Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas) também foi ocupada.

Os estudantes são contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Estudos mostram que a medida pode reduzir os repasses para a área de educação, que, limitados por um teto geral, resultarão na necessidade de retirada de recursos de outras áreas para investimento no ensino. O governo defende a medida como um ajuste necessário em meio à crise que o país enfrenta e diz que educação e saúde não serão prejudicadas.

Além disso, eles também são contrários à reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso. Para o governo, a proposta vai acelerar a reformulação da etapa de ensino que concentra mais reprovações e abandono de estudantes. Os alunos argumentam que a reforma deve ser debatida amplamente antes de ser implantada por MP.

Confira o comunicado: