Emergência de Airbus pode ter forçado voltas e pane seca de avião

Um voo comercial da Viva Colômbia, que seguia de Bogotá para San Andres, solicitou à torre de Medellín prioridade de pouso; a insuficiência de combustível também é especulada 

O voo da empresa Lamia transportava 9 tripulantes e 68 passageiros, entre delegação chapecoense e jornalistas  

A declaração de emergência de um voo comercial da Viva Colômbia pode ter forçado voltas do avião da Chapecoense, diz reportagem do site "Folha de S. Paulo", publicada na tarde desta terça-feira (29).
A declaração do estado de emergência em uma aeronave Airbus sobre Medellín logo antes da queda do avião da Chapecoense pode ajudar a explicar o acidente que matou 71, na madrugada desta terça-feira (29).
Pouco antes da queda da aeronave Avro RJ85 que transportava o time da Chapecoense, um Airbus da Viva Colômbia havia declarado emergência em seu voo e solicitado para a torre de Madellín a prioridade para descer no aeroporto da cidade. Esse avião havia saído de Bogotá em direção a San Andres, uma ilha no Caribe. Não se sabe ainda o motivo que fez a tripulação desviar a rota e pousar em segurança em Medellín.
Ainda segundo reportagem da Folha, a manobra do Airbus pode ter ajudado a forçar que o avião da Chapecoense rodasse no entorno de Medellín à espera de autorização para o pouso. O sistema de monitoramento FlightRadar mostra que as duas aeronaves passaram praticamente pelo mesmo ponto em um mesmo horário.
A simples espera do avião da Chapecoense em pleno voo por si só não é perigoso, uma vez que existem procedimentos padrões para que uma aeronave voe em círculos enquanto aguarda liberação da pista, diz a reportagem. Segundo o FlightRadar, o piloto que levava o time brasileiro cumpriu este procedimento, mas inexplicavelmente, perdeu altitude e caiu em uma área montanhosa.
Especula-se se a capacidade de combustível da aeronave era suficiente para cumprir o trajeto entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia. As verdadeiras causas do acidente, porém, devem ser conhecidas após o fim das investigações, que podem durar meses.
O voo da empresa Lamia, proveniente da Bolívia, transportava 9 tripulantes e 68 passageiros. Além da delegação chapecoense, que disputaria nesta quarta-feira (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, ao menos 22 jornalistas de Fox Sports, Globo, RBS e rádios estavam a bordo.  As autoridades colombianas informaram que havia seis sobreviventes.
Ainda de acordo com a reportagem da Folha, a informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa, membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga. Contudo, as autoridades colombianas ainda não localizaram todos os corpos – podem haver sobreviventes sob os destroços.

Folha de São Paulo