Em jogo dramático, Galo empata com o Internacional e está na final

Como já virou máxima do atleticano, tudo sempre é mais sofrido; dupla Robinho-Pratto definiu classificação 

O Tempo

Não há nada tão fácil que não se torne dramático se o Atlético está em campo. Definitivamente, não. Depois de uma vitória no Sul, por 2 a 1, o alvinegro tinha tudo para cozinhar o time reserva no Inter, ontem, no Horto, e avançar com tranquilidade para a decisão da Copa do Brasil. Que nada! Não é assim que as coisas funcionam no Galo. Não mesmo.
Como já virou máxima do atleticano, tudo sempre é mais sofrido. Tomou o 1 a 0, empatou. Tomou o 2 a 1 na falha do santo Victor mas, com raça e qualidade da dupla Robinho e Lucas Pratto, chegou novamente à igualdade que lhe convinha: 2 a 2, fora os sustos.
Se o time jogou bem ou não, no fim das contas, a chegada à sua segunda final em dois anos de Copa do Brasil é o que vale. Dividido em duas frentes – também sonhando com o título brasileiro –, o Galo agora tentará o segundo título da competição mata-mata com o Grêmio, que passou pelo Cruzeiro.
Nesta quarta-feira, na noite de drama, o técnico Marcelo Oliveira surpreendeu na escalação, colocando o maluquinho Luan. No time gaúcho, a briga contra o rebaixamento no Brasileiro é a prioridade e, por isso, escalou um time quase todo reserva. Isso, no entanto, não fez do Colorado uma equipe apática, muito pelo contrário.
Com o resultado adverso, o Inter saiu para o jogo e levava perigo. E não deu outra. Aylon abriu o placar aos 26 min. E como o Galo reagiria ao gol? Era o que todos se perguntavam. Com uma dose de raça, Robinho recebeu de Pratto e empatou no fim da primeira etapa, aos 46. Um alívio? Nada disso. Aquele que é declarado santo, também erra e erra feio. Victor dominou mal na reposição de bola, Anderson roubou e fez 2 a 1, aos 49 min, resultado que levava a decisão para os pênaltis.
“Lutem pela Massa”, era o que pedia a torcida no mosaico exibido antes da partida e seria o mote do segundo tempo. Só que o time não estava tão alinhado e os gaúchos aproveitavam-se disso. Tinha que ser na base do coração e da individualidade. Robinho, então, retribuiu a assistência de Pratto e deu para o argentino marcar, aos 16 min, logo em seu jogo de número 100 com a camisa do Galo.
O tempo passava e, a emoção, só aumentava. O bravo Inter precisava de mais um gol para fazer uma inédita final gaúcha. Foi para cima, deixou o Galo acuado, deu um susto atrás do outro durante os longos 30 minutos restantes de partida, tudo na medida da crença alvinegra.