Dupla é presa por chacina com quatro mortos em Betim

A ruptura de uma quadrilha, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, está sendo apontada pela Polícia Civil como motivação para a chacina que vitimou quatro pessoas, entre elas um bebê de apenas 11 meses. As vítimas foram mortas no dia 29 de agosto deste ano, durante a realização de uma festa infantil particular, no bairro Industrial São Luiz.

Divulgação PCMG

Coletiva de imprensa



Samuel de Almeida Barbosa, de 19 anos, e João Vitor Diniz, de 18, foram presos pelo homicídio de Carlos Daniel Lourenço Dutra, 24 anos; Adriano Oliveira Soares, de 22; Jéssica Sabrina de Oliveira Ferreira, de 20; e a filha desta, Ana Laura de Oliveira da Silva, de 11 meses. Os suspeitos irão responder também pela tentativa de homicídio de uma adolescente de 14 anos, atingida no pé durante ação criminosa. A polícia trabalha para identificar uma terceira pessoa, que teria participação na chacina.

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Presos


O delegado responsável pelo inquérito policial Otávio de Carvalho, explicou que as vítimas, Carlos Daniel e Adriano, pertenciam à mesma gangue dos suspeitos. Após um desentendimento entre os integrantes desse grupo, fato ocorrido a cerca de dois meses, houve uma ruptura e o início do conflito entre os envolvidos.

A Polícia Civil acredita que os suspeitos sabiam que os rivais, Carlos Daniel e Adriano, estariam na festa, indo ao encontro das vítimas. No local, haviam mesas colocadas em via pública, visto se tratar de um beco.

Antes de iniciar o tiroteio, Samuel ainda bateu no peito de Adriano e o cumprimentou. Portando pistolas calibres 9 mm e 380, e um revólver 38, o trio iniciou os disparos sem se importar com a integridade física dos demais convidados.

O delegado Otávio chama a atenção para o grau de periculosidade dos suspeitos. “Samuel já tinha antecedentes por tráfico, associação e uso de drogas, porte de armas, pichação, homicídio, receptação e ameaça. O João Vitor também tinha passagens pela polícia por porte de arma, receptação, roubo e tráfico de drogas”, contou.

Samuel foi preso portando uma pistola 9mm, a qual foi apreendida e encaminhada para a perícia, onde passa por exame de balística a fim de verificar se a mesma foi utilizada na chacina.