Cruzeiro não sai do zero no Sul e se despede da Copa do Brasil

Equipe mineira fez bom jogo contra o Grêmio, mas teve pela frente um adversário sem pressa e com forte marcação

O Tempo

A mesma dedicação que fez o Cruzeiro sair da zona de rebaixamento e espantar, mesmo que momentaneamente, o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, era tudo que a torcida celeste desejava na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, contra o Grêmio. Depois de perder o jogo de ida da semifinal, em casa, por 2 a 0, era necessário um jogo tático e técnico 'na ponta dos cascos' para marcar presença em mais uma final do torneio, já vencido pelos azuis em quatro oportunidades.
Mesmo fazendo um bom jogo e apresentando evolução, a classificação ficou pelo caminho. O resultado do jogo de ida foi um peso grande demais para ser revertido pelo time de Mano Menezes. O foco agora é em somar pontos no Brasileiro e aumentar a distância para a zona da degola, tendo a certeza de que o atual elenco pode fazer apresentações mais regulares.
Pela frente, a desvantagem era apenas uma das adversárias. Na chegada à Arena, o ônibus mineiro foi recebido com pedras, que danificaram o veículo, já dando mostras de como seria o clima dentro de campo. Para fechar a conta do que estava por vir, a boa fase do time gremista, com melhor campanha no Brasileirão nas últimas sete rodadas (três vitórias e quatro empates).
Com a bola rolando, tudo isso vira teoria e a prática é o que conta. A impressão do técnico Mano Menezes de que o Grêmio 'amassaria' o Cruzeiro nos primeiros minutos não se confirmou. Os donos da casa não tinham pressa para sair e congestionavam o meio-campo com uma forte marcação. O Cruzeiro, melhor no jogo, conseguia sair para o jogo e chegou a assustar com Ariel Cabral, que batizou o trave de Grohe aos 23 minutos.
Insistindo mais nas trocas de passes do que nas investidas, o Grêmio torcia para o tempo passar, sentado nos 2 a 0 do confronto em Belo Horizonte.
Faltou eficiência. O segundo tempo mal tinha começado e o Cruzeiro já mostrava que tinha pressa. Contra-ataques gremistas seriam inevitáveis. Aos 7 minutos, Rafael salvou em chutes à queima-roupa de Pedro Rocha, na única chance gaúcha até então.
Apesar da necessidade, o Cruzeiro não conseguiu sair para o jogo com a eficiência, mesmo com as entradas de Sóbis e Ábila. As saídas de Robinho e Arrascaeta fizeram o time perder força na criação, deixando tudo mais difícil. O Grêmio, na sua, esperava para matar o confronto, que seguiu morno no segundo tempo. Era tudo que os tricolores queriam para garantir a classificação para mais uma final de Copa do Brasil.
GRÊMIO 0 X 0 CRUZEIRO
Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Jaílson), Pedro Rocha (Everton) e Douglas (Rafael Thyere); Luan. Técnico: Renato Gaúcho
Cruzeiro: Rafael, Lucas Romero, Léo, Bruno Rodrigo e Edmar; Ariel Cabral, Henrique e Robinho (Ábila); Alisson, Willian (Alex) e Arrascaeta (Rafael Sóbis). Técnico: Mano Menezes
Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Cartões amarelos: não houve
Cartões vermelhos: não houve
Público:  52.363
Renda: R$ 1.708,865,00
ATUAÇÕES
Rafael - salvou o time por mais de uma vez - 7
Lucas Romero - mais preocupado com a marcação - 6
Léo - sem comprometer - 6
Bruno Rodrigo - seriedade para fazer o simples - 6
Edmar - burocrático pela esquerda - 5
Ariel Cabral -  ajudou na saída de jogo - 6
Henrique - tentou diminuir os espaços no meio - 6
Robinho - bons lances saíram do seu pé - 6,5
Ábila - bola chegou pouco nos seus pés - 5
Alisson - não deu velocidade ao ataque - 5,5
Willian - sofreu no meio da zaga gremista - 5
Alex - sem medo de partir pra cima - 5
Arrascaeta - sofreu com a marcação adversária - 5,5
Sóbis - não consegue mostrar seu potencial - 5