"Caso Ana Clara" Padrasto aponta locais, mas menina não é encontrada em Carmo da Mata

Delegado diz que padrasto estaria tentando confundir equipe durante busca.
Policiais civis fizeram buscas em locais apontados por ele nesta quarta (16).

 (Fotos Rede Sociais)

Moradores de Carmo da Mata se reuniram na noite desta quarta-feira (16) em frente à delegacia de Polícia Civil da cidade em busca de novidades sobre as buscas por Ana Clara Pereira Gonçalves, de cinco anos, que está desaparecida há quatro dias. Três delegados e investigadores percorreram locais apontados pelo padrasto desde as 20h como pontos onde a menina poderia estar. Até as 23h40 não havia confirmação do encontro.
O delegado Egmar Geraldo da Silva disse ao G1 que os trabalhos nesta quarta contaram com a participação de três delegados, um de Carmo da Mata e outros dois de Campo Belo. "As buscas consistiram em visitas a vários pontos apontados pelo padrasto como possíveis locais onde o corpo poderia estar", disse.
Apesar de o padrasto ter indicado vários pontos, os investigadores não consideram isso como uma confissão. O delegado afirmou que o padrasto estaria tentando confundir as equipes ao citar vários lugares. "Só que nós temos que checar cada um desses lugares. Hoje nós estamos com três equipes checando cada um desses locais", disse o delegado.
Egmar disse à reportagem que não poderia informar se o padrasto acompanhou as buscas. "A Justiça decretou prisão de 30 dias e ele está preso. Mas não podemos dizer se ele está em companhia das equipes de busca. Porque isso geraria uma comoção popular e levaria muitas pessoas a procurarem pelos locais onde as equipes estão. Precisamos zelar pela segurança do trabalho e do próprio suspeito do crime".
Menina desaparecida Carmo da Mata (Foto: Reprodução/Tv Integração) 
Ana Clara está desaparecida há quatro dias
(Foto: Reprodução/Tv Integração)
Mãe
A mãe da criança foi ouvida pelos investigadores, e de acordo com a Polícia Civil, não há indícios de que ela tenha envolvimento no sumiço da filha. Ela não é considerada suspeita de participação. "Não há provas que a incriminem", afirmou o delegado.


Tumulto
Durante a noite, um homem de 39 anos, conhecido por envolvimento com consumo de drogas foi ouvido sobre o assunto na delegacia. Ele disse aos investigadores em depoimento que não viu o carro do suspeito no dia do fato. Segundo o depoimento dele, ao qual o G1 teve acesso, o declarante disse ainda que não viu o próprio padrasto pela cidade nem na casa da mãe dele no sábado.

A informação de que as buscas foram intensificadas nesta quarta feira levou muitas pessoas à porta da delegacia. Policiais militares foram chamados para reforçar a segurança do local. Apesar de o padrasto ter citado vários locais possíveis, isso ainda não entra nos autos como uma confissão, disse o delegado.
O sumiço
Ana Clara desapareceu por volta das 15h de sábado (12). Ela estava em casa com a mãe, o irmão mais novo e o padrasto. "Ela tinha me pedido para deixá-la ir brincar na casa de uma coleguinha e eu disse que não porque a mãe da colega eu não sabia se estava em casa ou se iria sair. Ela se sentou e ficou emburrada porque eu não a deixei sair. Foi o último momento em que eu a vi, pois fui lavar roupa", disse Marciana Pereira Cruz, mãe da menina.

Após a descoberta do sumiço da criança, Marciana e o companheiro foram levados à delegacia de Polícia Civil. O delegado percebeu algumas contradições no depoimento prestado pelo jovem. Por causa disso, ele foi preso temporariamente.
A investigação
Câmeras de segurança instaladas na rua da casa da garota registraram o momento em que o carro do padrasto passou na rua no horário em que a mãe afirma que a filha teria desaparecido. Quem conhece Ana Clara, não perde a esperança na localização dela.

Fonte:G1