"Atestado de óbito comprova morte por asfixia" Mãe de Ana Clara confirma que sofria agressões do acusado e que planejava separação

Tristeza, dor, comoção e revolta marcaram o velório e o sepultamento da menina Ana Clara Pereira Gonçalves na tarde deste sábado (19)

Centenas de moradores acompanharam velório e sepultamento em Carmo da Mata (MG). Centenas de pessoas se despediram de Ana, que foi achada morta no início da noite de sexta-feira em uma área rural. Ela foi enterrada em uma cova rasa, e já estava desaparecida por seis dias. Por conta do estado já avançado de decomposição, o velório ocorreu com o caixão lacrado, e o funeral todo doado pela Funerária Padre Alberto de Campo Belo. O caso gerou muita comoção, inclusive durante os primeiros trabalhos periciais realizados por Dr Harley Lasmar (perito chefe do setor de autópsia), Gustavo Souza (Funerária Nova Aliança), além do Dr Haroldo que oficializou o trabalho.
Dor e comoção no velório da menina. (Foto: TV Integração)
Dor e comoção no velório da menina. (Foto: TV Integração)
Durante a cerimônia, que durou duas horas, Crispim Gonçalves Viana Neto (pai biológico de Ana) mostrou o atestado de óbito da filha, o documento assinado pelo Dr Haroldo (médico do IML) de Campo Belo indica que a vítima pode ter morrido por asfixia. Ainda de acordo com informações apuradas pelo Diário Campo Belo, durante os exames de imagem, o Médico teria verificado que havia terra no pulmão da criança, o que indica que a criança pode ter sido enterrada ainda viva.
A mãe de Ana Clara, Mariana Pereira Cruz, chorou bastante durante o velório, em vários momentos precisando ser amparada, cena esta que se repetiu no cemitério. Alex Júnior Gonçalves de 27 anos, padrasto de Ana Clara, é o principal suspeito pela morte da enteada, embora alegue em depoimento à Polícia Civil que o ocorrido foi “acidental”.
Investigações

O padrasto, Alex Junior, está preso no presídio em Oliveira (MG). (Foto: Facebook do acusado)
A Polícia Civil trabalhou incansavelmente para esclarecer o caso Ana Clara. Deram uma resposta à sociedade. O site apurou que corpo foi pela polícia com uma equipe cedida pela prefeitura de Carmo da Mata. O corpo de bombeiros ajudou nas buscas sim, mas no dia anterior.
O corpo da menina foi localizado em um terreno rural próximo à Rodovia BR-494, na localidade de São Bento. O terreno é próximo a uma plantação de eucalipto, e estava enterrado em uma cova relativamente rasa.
A população da cidade está em luto. (Foto: Thiago Gois)
A população da cidade está em luto. (Foto: Thiago Gois)
A Polícia teria chegado ao local exato no final da tarde desta sexta-feira (18), após novas informações serem prestadas pelo padrasto da garota Alex Júnior, que está preso em uma cela separada no presídio de Oliveira.
De acordo com com informações, o local da cova estava com a terra “fofa” e, ao realizar uma busca mais minuciosa junto dos Bombeiros, foi descoberta uma das perninhas da menina.
Em menos de um mês três crianças foram vítimas de violência na região: Um bebê foi encontrado no Aterro Sanitário de Campo Belo; A mãe (ré confessa) matou a filha de 2 anos, degolada, em Lavras; e agora o fim do caso Ana Clara – que comoveu o Estado e mobilizou as polícias.
Trabalharam no caso no dia: dr Douglas Camarano; Célio Sérgio Cabral e dr. Alessandro Gambogi (que estava no caso desde o inicio). Na quarta-feira, ele;  o dr. Egamar (Regional) mais outro delegado de Campo Belo, além do dr. Douglas (Carmo da Mata) ficaram até às 23h00 na cidade apurando as informações e interrogando as pessoas.
Investigações
Corpo de Ana Clara foi achado em cova rasa na zona rural de Carmo da Mata (Foto: Thiago Carvalho/G1)
Corpo de Ana Clara foi achado em cova rasa na zona rural de Carmo da Mata (Foto: Thiago Carvalho/G1)
A Polícia Civil trabalhou incansavelmente para esclarecer o caso Ana Clara. Deram uma resposta à sociedade. O site apurou que corpo foi encontrado pela polícia com uma equipe cedida pela prefeitura de Carmo da Mata. O corpo de bombeiros ajudou nas buscas sim, mas no dia anterior.
O corpo da menina foi localizado em um terreno rural próximo à Rodovia BR-494, na localidade de São Bento. O terreno é próximo a uma plantação de eucalipto, e estava enterrado em uma cova relativamente rasa.
A Polícia teria chegado ao local exato no final da tarde desta sexta-feira (18), após novas informações serem prestadas pelo padrasto da garota Alex Júnior, que está preso em uma cela separada no presídio de Oliveira.
De acordo com com informações, o local da cova estava com a terra “fofa” e, ao realizar uma busca mais minuciosa junto dos Bombeiros, foi descoberta uma das perninhas da menina.
Em menos de um mês três crianças foram vítimas de violência na região: Um bebê foi encontrado no Aterro Sanitário de Campo Belo; A mãe (ré confessa) matou a filha de 2 anos, degolada, em Lavras; e agora o fim do caso Ana Clara – que comoveu o Estado e mobilizou as polícias.
Trabalharam no caso no dia: dr Douglas Camarano; Célio Sérgio Cabral e dr. Alessandro Gambogi (que estava no caso desde o inicio). Na quarta-feira, ele; o dr. Egamar (Regional) mais outro delegado de Campo Belo, além do dr. Douglas (Carmo da Mata) ficaram até quase 23h30 na cidade apurando as informações e interrogando as pessoas. 


Histórico de agressão:

Em um depoimento emocionante ao Jornal a Notícia, Marciana Pereira confirmou que Alex Júnior tinha um histórico de agressões contra ela e que em momento algum passou por sua cabeça que ele havia assassinado sua filha Ana Clara.
"Eu nunca iria imaginar que este monstro faria isso com minha filha. No dia que ele me levou ao hospital após o sumiço da Ana Clara ele estava tranquilo, como nada havia acontecido. Na sexta, havíamos brigado e dias atrás havia me enforcado com uma corda. Fora as agressões. Mas com minha filha eu nunca iria imaginar que fizesse mal a ela", disse.
Ainda de acordo com a mãe, Alex Junior e ela tinha um relacionamento de constantes brigas e discussões e já estava buscando a separação. "Eu tinha medo dele. Não imaginava ter este monstro em casa. Já estava procurando uma casa para alugar e ficar com meus filhos, longe dele. Já buscava a separação", comentou Marciana, que disse que morava com ele há dois anos.