Urna eletrônica não é segura e pode ser fraudada, explica especialista

Se há muitos anos a urna eletrônica utilizada no Brasil é alvo de críticas técnicas sobre a sua insegurança e a possibilidade de fraudes, um aspecto relevante e não discutido é o problema político.

Neste Podcast do IMB, Amilcar Brunazo Filho, engenheiro especializado em segurança de dados, é enfático ao denunciar a concentração do poder nas mãos do TSE como gestor, legislador e julgador de tudo o que se refere ao processo eleitoral brasileiro.

A situação é ainda mais grave quando consideramos que o presidente do TSE também é ministro do STF, instituição que define em última instância qualquer demanda judicial contra o TSE.

Neste Podcast, Amilcar, que trabalhou numa auditoria especial realizada nas eleições de 2014, fala sobre as consequências dessa concentração de poder, como a impossibilidade de uma auditoria independente nas urnas eletrônicas por determinação do próprio TSE. Isso significa que, em virtude das restrições do Tribunal, não se pode avaliar tecnicamente a confiabilidade da etapa de votação e de apuração dos votos feitos nas urnas eletrônicas.

O engenheiro explicou por que o tipo de urna eletrônica utilizada no Brasil pode ser fraudada (e de que forma), o que precisava ser feito para garantir a segurança desse tipo de voto e como países como Índia e Alemanha lidaram com o problema.

Perguntado se o eleitor brasileiro pode confiar se o seu voto eletrônico foi registrado para o candidato que escolheu, Amilcar é direto: “não dá mesmo”.



Fonte: Mises Brasil