Ressaca e maré alta provocam alagamentos na Baixada Santista

Moradores de Santos e São Vicente sofreram na madrugada com ruas tomadas por água 

A Tribuna 

Avenida  Vereador Álvaro Guimarães com Rua  Hugo Maia,  no bairro Rádio Clube

A elevação da maré e a ressaca prevista para a madrugada deste sábado (29) causaram alagamentos em vários pontos da região. Em Santos e São Vicente,  vários moradores entraram em contato com a redação de A Tribuna para relatar que as ruas estavam tomadas por água. 
Em Santos, a água do mar invadiu parte da pista José Menino/Ponta da Praia na Avenida Almirante Saldanha da Gama, na altura do Deck do Pescador. A via permanece interditada deste a tarde de sexta-feira (28). Vias do Gonzaga e da Zona Noroeste também estão cheias d'água.

De acordo com a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) de Santos, a avenida da praia deve ser liberada ao tráfego ainda nesta manhã. O local está interditado desde o Canal 6 por causa dos detritos provocados pela água do mar que invadiu a pista.

Já na entrada da Cidade, a Rua Mário Andrade está alagada, mas com condições transitáveis. No Gonzaga, na região do Canal 3, há problemas entra as ruas Lincoln Feliciano e Pindorama, onde não é possível trafegar e a Companhia pede que motoristas evitem o local. 

Segundo previsões do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH-Unisanta), as ondas devem atingir até 2 metros de altura na Entrada do Canal do Porto, por volta das 14 horas.

 Segundo Renan Ribeiro, professor e pesquisador do NPH- Unisanta, a principal diferença entre a ressaca deste fim de semana e da ocorrida em agosto, é a direção das ondas, que agora vêm do Sul. Em agosto, vinham de Sudoeste. 

Em São Vicente, na Rua Francisco Emílio, morador registrou transtorno nesta manhã de sábado


“As ondas vindas de Sul atingem principalmente a região do Canal 5 e se espalham por toda a baía. Quando vieram de Sudoeste eram mais direcionadas para a Ponta da Praia”. Outro detalhe: os ventos estarão mais fracos, conforme a previsão do tempo, em torno de 20 nós – o que equivale a em média 37 km/h, considerado um vento médio. Os mais intensos sopram em oceano aberto, já que a intensidade e a altura das ondas no Litoral Paulista têm relação com chegada de um ciclone extratropical que se formou pelo País, anteontem.

 “Em agosto o vento intenso chegou junto com a ressaca. Agora, a água está invadindo, mas não sendo empilhada pelo vento como da última vez”, explica o coordenador da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa.