PCMG conclui investigação de morte de agente penitenciária em Uberaba/MG

A Polícia Civil finalizou a investigação e apontou a autoria do crime de homicídio contra Vívian Cristina Medeiros, morta a tiros, nas proximidades da Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira (PPAIO), em 31 de julho de 2015. 

 Divulgação PCMG


Chefe do Departamento de Uberaba, delegado Heli Andrade

 

O crime

No dia do crime, a vítima deslocava para o trabalho, numa motocicleta Honda/Bis e foi surpreendida por disparos de armas de fogo. A emboscada resultou na morte de Vívian e que, após perícia, verificou-se 11 lesões produzidas por disparos de arma de fogo. Os ferimentos foram determinados por arma de fogo tipo pistola calibre .40 e de revólver calibre .38.

Da investigação

As investigações, coordenadas pelo delegado João Francisco, resultaram em diversas diligências. Após o mês de fevereiro de 2016, foi montada uma força-tarefa para apuração sob o comando do chefe de Departamento de Uberaba, Heli Andrade e do delegado regional Francisco Gouvêa, com o apoio dos Setores de Inteligência da PCMG e PPAIO, impondo a equipe a solução do caso como prioridade.


Dando seqüência ao trabalho investigativo, houve a oitiva de diversas pessoas que tomaram conhecimento dos fatos, indicando o modo de agir e a participação de autores na cena do crime e na articulação do mesmo. As testemunhas relataram que a autoria do crime apontava para membros de organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios e que a motivação seria “opressão do sistema”, ou seja, atos contrários aos “direitos” dos presos pelos agentes penitenciários.

Também foram realizadas diversas diligências investigativas, onde os investigadores, através de colaboradores que não puderam se identificar, indicavam a autoria do crime.

A investigação conseguiu determinar que Vívian não era o alvo, que seria na verdade o primeiro agente penitenciário que desse oportunidade para os autores praticarem e não serem presos.

Dos autores

Os autores do crime que foram indiciados pela PCMG em Uberaba foram, inicialmente, indicados através dos levantamentos realizados pelos investigadores e, depois, com oitivas realizadas após estas diligências. A Polícia Civil utilizou todos os meios de prova para consubstanciar a investigação. Por esse motivo, houve a demora no indiciamento.

As informações, que se corroboraram com as provas suficientes nos autos de Inquérito Policial, indicou como autores M.A.S., 21 anos; D.B.M.L., 26 anos; C.H.N.S., 35 anos; D.R.F., 37 anos; L.A.L.S., 29 anos; J.R.S., 30 anos. O primeiro já se encontra preso na PPAIO, por participação em outro crime.
Todos os autores indiciados fazem parte ou tiveram passagem pela organização criminosa, sendo condenados pelo crime de associação criminosa. Eles possuem extensa ficha criminal pelos delitos de roubo, furto, receptação, latrocínio, tráfico de droga, dentre outros.

Cada autor tem a sua devida participação no crime, sendo três executores e três que participaram com o recebimento da mensagem autorizando o crime, outro planejando e outro com o empréstimo das armas.

O Ministério Público da Comarca de Uberaba ofereceu a denúncia contra os autores, repassando os autos, com os pedidos de prisão, para apreciação do Poder Judiciário.