Operação Galézia prende em BH grupo criminoso que roubou milhões em seguros

A Polícia Civil desencadeou em Belo Horizonte, na última segunda-feira (24), a operação Galézia, que teve por objetivo desarticular uma das principais organizações criminosas voltadas a fraudes contra seguradoras e instituições financeiras em Minas Gerais. A polícia estima que em um período de um ano o grupo tenha provocado um prejuízo aproximado de R$ 2,7 milhões.

Divulgação PCMG
Coletiva de imprensa

Após oito meses de investigações, foram presas as irmãs Aline Rose Casaes da Silveira, de 41 anos, Anne Cristina Casaes da Silveira, de 30, Camila Regina Casaes da Silveira, 25, e Jarbas Junio da Silva Carvalho (conhecido como “Juninho”), 32.
                                                                                                                                                                                           Divulgação PCMG



Materiais apreendidos


Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa dos investigados, localizadas nos bairros Buritis e Caiçara, sendo arrecadados milhares de documentos, entre certidões de óbito, certidões de casamento e nascimento (em branco e falsificadas ideologicamente), carteiras de trabalho em branco, espelhos de carteiras de identidade, centenas de cartões bancários em nome de diversas pessoas, bem como equipamentos destinados à produção de documentos falsificados.
                                                                                Divulgação PCMG

Mecanismo utilizado pelos suspeitos para esconder documentos

Conforme explicou o delegado que preside o inquérito, Hugo Arruda, a organização criminosa preparava os próprios documentos que seriam utilizados posteriormente para praticar as fraudes. “A ousadia deles era tão grande que eles falsificaram até mesmo carimbos da Polícia Civil e da Polícia Militar para utilizarem nos golpes”, destacou.
                                                                               Divulgação PCMG

Presos

Ainda segundo o delegado, as fraudes normalmente consistiam em falsificar ocorrências policiais de crimes de trânsito e dar entrada nas seguradoras, para receberem o seguro DPVAT. “Os suspeitos pegavam uma ocorrência de trânsito verdadeira e modificavam os nomes das partes, utilizando para tanto carteiras de identidade, certidão de óbito, de casamento, todas falsificadas. Com os documentos fraudados eles passaram a abrir contas bancárias com esses nomes para embolsarem o dinheiro dos seguros”, explicou Arruda.

Em alguns casos os suspeitos chegavam até mesmo usar de violência, como em uma ocorrência de setembro, quando uma mulher cooptada pela quadrilha para receber dinheiro de um seguro em seu nome foi seqüestrada e torturada por se recusar a repassar os valores ao grupo.

Com o dinheiro adquirido ilicitamente, a quadrilha levava vida de ostentação, morando em imóveis de luxo, andando em carros importados, utilizando relógios, joias e roupas de grifes importadas. A polícia calcula que a quadrilha aplicava os golpes há mais um ano. Dos presos, apenas Aline Rose e Anne Cristina possuíam registros policiais, pelo crime de estelionato.

Durante as diligências, foram apreendidos, ainda, quatro veículos de luxo, um Hyundai/Sonata, um Mini Cooper, um Honda/HRV e um Fiat/Bravo, além de dinheiro, joias e objetos de alto valor adquiridos com os crimes.
                                                                               Divulgação PCMG

Veículos de luxo apreendidos


Os presos irão responder aos crimes de estelionato em concurso material, falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso, formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e seqüestro mediante extorsão.