Caso Dan Nunes: após ser presa, Elyse Chiceri diz estar assustada e faz desabafo

Mulher de 32 anos é considerada pivô do crime

A Tribuna

Elyse chegou a admitir ter se relacionado com
Chupeta e Dan Nunes ao mesmo tempo

De mera testemunha, a gerente de loja Elyse Chiceri, de 32 anos, virou acusada de suposta participação na morte de Daniel Nunes Aquino, o Dan Nunes, vocalista da Banda Tr3vo, e foi presa. De ofício, ou seja, por iniciativa própria, o juiz Edmundo Lellis Filho, da Vara do Júri de Santos, decretou a preventiva da mulher, sendo a ordem de captura cumprida por volta das 6 horas desta quarta-feira (26) por policiais civis.
Elyse dormia com o filho em sua casa, em São Vicente, quando ali chegaram os agentes para prendê-la. Na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, ela tomou ciência do motivo da sua captura. Em entrevista exclusiva para A Tribuna, a mulher afirmou estar “muito assustada” e classificou a sua prisão como “totalmente ilegal e absurda”.
Lellis fundamentou a prisão “para assegurar a instrução penal e para a garantia da ordem pública”. Segundo a decisão, Elyse estaria de posse de seu celular, no qual “há ainda provas de sua participação no crime de que foi Daniel vítima de Thiago Batista de Barros”. As “provas” citadas pelo juiz são mensagens trocadas pela jovem, por meio do WhatsApp, com os rapazes, referente aos casos amorosos mantidos com ambos.
O magistrado ainda destacou que “as revelações de Elyse Chiceri causaram séria perturbação, trazendo reforço à sensação pública de que se vive em uma sociedade ‘impune’ e, eticamente, apodrecida em seus valores morais, como família, fidelidade, liberdade e responsabilidade”. Intimada para depor, ela compareceu no primeiro júri, que não chegou ao fim por falha no sistema de gravação, e faltou no segundo.
“Eu não sou uma criminosa. Eu apenas me envolvi com dois homens e estou pagando por falar a verdade, porque em hipótese nenhuma menti. [...]Nem no meu pior pesadelo, imaginei que isso (a morte de Dan) aconteceria”, desabafou Elyse. A jovem também aproveitou a oportunidade para pedir perdão à família e aos amigos do vocalista, embora tenha frisado que não previu e muito menos quis o desfecho trágico. 


O crime
Thiago Batista de Barros, o Chupeta, com quem Elyse teve um filho, foi condenado segunda-feira a 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por matar o músico com um tiro. O assassinato ocorreu na madrugada de 30 de março de 2015, logo após Dan Nunes se apresentar com a sua banda no bar Baccará, na Rua Oswaldo Cochrane, no Embaré. A vítima estava em frente ao estabelecimento, quando foi baleada.
Os jurados acolheram a tese sustentada pelo promotor Cássio Serra Sartori e pelo advogado Eugênio Malavasi, assistente da acusação, segundo à qual o homicídio foi qualificado pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, baleada pelas costas, e pelo motivo torpe, porque o réu não aceitava o relacionamento que Elyse, sua ex-companheira, manteve com Dan Nunes.